Viagem do Leitor

Viajando com criança pequena, por Melissa

Nesse Viagem do Leitor vamos acompanhar a viagem da Melissa, que foi para Orlando com seus 3 filhos (de 15, 9 e 2 anos), seu marido e sua cunhada.

A viagem foi no comecinho de dezembro de 2017 e ela tem muita coisa legal para compartilhar, principalmente para quem está planejando viajar com crianças pequenas.

Melissa, muito obrigado por compartilhar sua experiência com a gente. Com certeza ela ajudará muitas outras famílias no planejamento de suas viagens.

Boa leitura 😉

Viajando com crianças pequenas

por Melissa Cruz

 

Viajamos em família para a Disney na primeira semana de dezembro, que é uma semana tranquila, de acordo com o calendário de lotação do VPD.

Meu marido e eu levamos nossos três filhos com idades bem variadas. Minha filha mais velha com 15 anos, o do meio com 9 e menorzinha com apenas 2. Minha cunhada também foi e nos ajudou bastante revezando os cuidados com minha pequena.

Quando comecei a organizar nossa viagem, sempre soube que a prioridade do roteiro seria minha filha maior, já que estávamos ali para comemorar seu aniversário de 15 anos. Ela pediu montanhas-russas e Harry Potter. O filho do meio iria com ela em todas as atrações, mas eu ficava pensando em como organizar o roteiro com uma criança pequena que teria tão poucas opções de brinquedos para ir.

Viajar com ela requer alguns cuidados a mais e tudo precisou ser bem organizado para que a viagem fosse a melhor possível. Então deixo aqui minhas dicas, coisas que vivenciei lá e que poderá ajudar alguém que está indo na mesma condição que nós – principalmente, viajando com uma criança de 2 anos.

Foi fundamental levarmos rádios para nossa comunicação. Nem sempre estávamos 100% do tempo com celular e em lugares onde Wifi não estava funcionando bem, ou não tinha, nossa comunicação era garantida.

Melissa e sua família no Magic Kingdom.

Melissa e sua família no Magic Kingdom.

Então, vamos lá:

  • ALIMENTAÇÃO

Gostamos de comer comida mais saudável e sempre que possível, buscamos nos alimentar assim. Lógico que isso nem sempre era possível. Nós, os adultos, nos adaptamos muito fácil a mudança de alimentação, mas senti na pele que a criança pequena não. Passei sufoco várias vezes.

1. Nos parques

Não conte apenas com as comidas dos parques. Leve as que você sabe que seu filho gosta.

Comprei uma bolsa pequena térmica no Wal-Mart e levava todos os dias o que eu sei que minha filha gostava: ovos cozidos, castanhas, frutas (maçã e uva) e legumes (cenourinha e brócolis). Coloquei todos os alimentos em ziplocs pequenos, exceto os líquidos (água e suco). No dia anterior ao passeio, deixava alguns sucos no congelador para deixar a bolsa geladinha o dia inteiro (pelo menos parte do dia).

Fiz assim porque minha filha rejeitou tudo o que tentamos dar a ela dos restaurantes e lanchonetes dos parques. A batata-frita e a carne era sempre muito salgada e com pimenta, por exemplo. Tentei dar um arroz, era meio doce e ela cuspiu.

Poucos foram os lugares em que ela comeu alguma coisa. Nos parques, o que era 100% garantido era a pipoca! Só que ninguém vive de pipoca…

2. No outlet

No outlet o esquema foi o mesmo que o dos parques. Levamos as mesmas coisas e também compramos uma caixinha no StarBucks por cerca de 5 dólares com ovos, pão, queijo, maçã e pasta de amendoim. Gostamos muito dessa opção, achei uma mão na roda e minha filha comeu feliz.

Caixinha do StarBucks

Caixinha do Starbucks

  • ÁGUA

Uma garrafa de água custa 3 dólares nos parques. Se você vai comprar uma ou outra, tudo bem, mas imagina em uma família de cinco pessoas que toda hora pede água para beber. Quanto eu gastaria?

Compramos garrafas d’água no mercado e levávamos todos os dias. Eu guardava as garrafinhas na parte do baixo do carrinho da minha filha. Nunca tivemos problema ao entrar no parque com comidas e bebidas.

  • RESTAURANTES

Essa foi uma programação que fugiu dos meu planejamento. Fiz planos de comer em vários restaurantes depois dos parques, só que não me atentei ao seguinte detalhe: estávamos indo na época do Natal. Nela os parques fecham mais tarde e queríamos aproveitar os parques com todos os shows noturnos.

Até aí não há problema nenhum… Só que minha filha capotava após cinco minutos dentro do carro em movimento e não acordava mais de jeito nenhum. Não dava para sair do Magic Kingdom às 11 da noite, por exemplo, e ainda achar que jantaríamos em um delicioso restaurante tranquilamente. Não dava! Nos dias que saíamos mais cedo, aí sim, comíamos bem em algum lugar. Nos dias que sabíamos que sairíamos mais tarde, jantávamos nos parques mesmo.

  • FRALDAS E ROUPAS:

Leve mais partes de baixo para a criança e troque a fralda mais vezes do que o usual, principalmente antes do sono. A combinação criança que bebe muito líquido x dorme no carrinho devido ao cansaço fez com que quase todos os dias a fralda transbordasse. Nenhum grande problema, até eu trocar a calça três vezes em um dia e precisar “lavar” uma calça e deixar secar em cima do carrinho (mico geral) torcendo para o incidente não acontecer mais, pois a calça que ela estava usando era a última.

Ou… as fraldas acabarem às 10 da noite no Magic Kingdom. Eu era uma frequentadora muito assídua dos “restrooms” (banheiros).

  • FILA

Quem de nós, adultos, gosta de esperar em filas? Ninguém! Imagine agora uma criança de dois anos.

Não sei como será sua experiência, mas minha filha ficou muito estressada em alguns momentos. Uma ressalva são as filas onde a família estava toda reunida. Essas filas eram bem mais tranquilas, não importando o tempo, o que não era o caso das filas até mesmo pequenas, onde só eu ou o pai estávamos.

  • SEA WORLD

O Sea World estava vazio, como eu imaginava. Mal pegamos filas nas atrações (de adultos e crianças) e minha filha brincava muito no parque com a árvore de Natal, bolinhas de sabão, subia e descia as escadas. Essa era a brincadeira dela.

Achei lindo aquele parque sem filas. Que paraíso! Será que teremos essa sorte em todos os outros? Sea World foi eleito nosso parque favorito.

  • ANIMAL KINGDOM

Quase não pegamos fila nesse parque, exceto nas atrações novas do Avatar, o que não é nenhuma novidade.

Com minha filha foram quase duas horas na fila do Na’vi River Journey. Só demos conta porque era de noite e ela passou a fila inteira brincando com as crianças que estavam perto de nós. Acho que nós adultos nos cansamos mais do que ela.

Gostei do passeio, mas na minha opinião, não vale a pena pelo tempo de espera na fila. Iria novamente se a fila estivesse, no máximo, 10 minutos de espera e olhe lá. Já o Flight of Passage, simulador do Avatar, achei tão sensacional, que todos os outros simuladores dos demais parques ficaram um pouco (pra não dizer muito) sem graça.

Deixo aqui uma dica importante: deixe o Animal Kingdom para o último dia. Confie em mim!

O motivo: fui para a Disney há quase 20 anos, boa parte dos simuladores não existiam ou eu não lembrava. Todo mundo falava dos simuladores da Universal (do Homem Aranha, dos Simpsons, do Harry Potter etc) e eu estava super na expectativa. Achei todos legais, mas ir primeiro no simulador do Avatar deixou os outros um pouco sem graça. Eu sempre comparava e eu acredito que curtiria mais se tivesse deixado o melhor simulador por fim. Todos da família falavam a mesma coisa: Legal esse simulador,né? Mas o do Avatar…

  • MAGIC KINGDOM

O parque é lindo, lógico. Fomos em um dia sem festa de Natal, e eu amei o show de fogos Happily Ever After. Fui mais de uma vez na Space Mountain que continuo adorando, saímos de lá às 11 da noite, aproveitando cada segundo do parque, mas no quesito fila com minha filha, achei muito estressante! Ali cheguei a uma conclusão: Fazemos um roteiro, mas precisamos sentir como nossos filhos vão se comportar.

Para mim, ficar meia hora na fila do carrossel não me parecia ser um grande problema, até ter que sair correndo para buscar a fugitiva de filas nº 1 e acabar perdendo o lugar. Na fila do Dumbo, de mais de hora, tive que segurá-la no colo por boa parte do tempo, fora o choro.

A partir dessa experiência, deixei ela livre, leve e solta para andar por onde quisesse ou mesmo aproveitar para brincar com a bolinha de sabão, sua brincadeira favorita nos parques. O que vale é ser feliz e aproveitar ao máximo sem stress, não é mesmo?

Uma outra coisa, se nós quiséssemos realmente ir em todas as atrações do Magic Kingdom, não daria. Acho um dia só muito pouco e separaria, no mínimo, dois dias.

A família completa!

  • UNIVERSAL STUDIOS e ISLANDS OF ADVENTURE

Amei amei e amei! Fui em tudo o que podia e tinha direito, sem fila alguma. Minha filha curtiu muito esse parque, principalmente a Seuss Landing, área com atrações feitas para crianças que fica no Islands of Adventure. Não pegamos fila para o carrossel e ela saía correndo para abraçar cada personagem que nem conhecia.

Comemos no restaurante 3 Vassouras e foi onde comemos melhor. O prato grande para quatro pessoas, Holiday Feast, é simplesmente maravilhoso. Recomendo demais! Esse foi eleito nosso restaurante favorito dentro dos parques.

Foi tudo ótimo e perfeito!

  • BUSCH GARDENS

O Busch Gardens foi nosso último parque. A área do Elmo, espaço com atrações infantis, foi muito sucesso para minha filha. Ver os animais então… Ela adorou o leão, o gorila. Uma escultura de pinguim entreteve-a por quase meia hora. Até hoje ela pede para contar a história do parque de animais antes de dormir. E também assistimos as apresentações de Natal.

Sucesso!

Sucesso!

O único contratempo que tivemos foi o fato da temperatura cair pra 6 graus   no final da tarde. Tivemos que ir embora antes do esperado. Fui em uma montanha russa e quase congelei.

  • Resumindo os pontos importantes da viagem:

– Seja nos parques ou no outlet, o revezamento para cuidar da criança é fundamental! Um cuida da criança enquanto o outro se diverte. Combine isso de antemão, principalmente na hora das compras.

– Não fique na mão quando o assunto for alimentação. Tenha sempre com você algo que seu filho coma. Seja no carro, enquanto aguarda sua comida chegar em algum restaurante ou em qualquer lugar. Se seu filho estiver com fome, tenha o que dar a ele de prontidão.

Seja flexível com sua programação: meu foco foram os filhos maiores, como disse. Não fiz a menor questão de ficar em filas para tirar foto com personagens. Fiz isso uma vez com minha filha maior que logo desistiu de pegar todos os autógrafos devido às filas. Fico imaginando no Magic Kingdom em alta temporada. Minha prioridade era estar perto da minha família. Onde eles estavam, eu estava ao redor brincando de qualquer coisa com minha pequena e lógico, tirando fotos sempre que possível. Quantas e quantas vezes planejei estar na área X de algum parque e minha filha simplesmente dormiu por horas? Faz parte!

– E por ultimo: DIVIRTA-SE! A viagem foi maravilhosa. Curtimos muito e com certeza ficou um gostinho de “quero voltar”.

Melissa e Julio (casal), Allegra, Bernardo e Catarina (filhos) e cunhada Karina.

Se você, assim como a Melissa, tiver histórias para contar sobre sua viagem para Orlando, ou quiser registrar como foi a refeição em algum restaurante da cidade, compartilhar o seu roteiro ou ainda relatar como foi a estadia no hotel escolhido, nos escreva mandando o seu texto, fotos e vídeos e eles poderão ser publicados aqui no VPD. O endereço é viagemdoleitor@vaipradisney.com (lembrem-se que dúvidas não serão respondidas por esse e-mail, por favor use as caixas de comentários do site).



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