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Diário de Viagem: Cruzeiro Disney de 7 noites pelo Alaska – dia 3

Esse é o terceiro dia do diário de viagem, contando tudo sobre nosso cruzeiro da Disney de 7 noites pelo Alaska. Demorei um pouco para publicar esse terceiro capítulo do diário porque tinha outros posts de Orlando que precisaram vir na frente, mas aqui estou para cumprir a minha dívida. O terceiro dia do cruzeiro foi marcado por orcas pulando para alguns de nós, vista linda das gelerias para outros e muita coisa legal. Espero que gostem. 🙂

Para ver o começo desse diário, clique aqui. E para mais dicas de cruzeiro, clique aqui.

Cruzeiro Disney de 7 noites no Alaska

Dia 3

Acordamos um pouco confusos com o horário, mas como ainda era cedo (umas 7h30) e a Julia não dava nem sinal de que iria acordar, então resolvemos ficar na cama. Fui ainda meio sonolenta pegar o meu celular e logo vi uma mensagem da minha mãe falando que ela e meu pai tinham visto 3 orcas pulando, lá da varanda do deck 10. Despertei na mesma hora!

Olhei pro Felipe com meus olhos arregalados e cara de “eu também quero!” e ele já falou: “Vai lá, eu fico com a Juju aqui”. Nem perguntei se ele tinha certeza porque eu realmente queria ver as as orcas. Sai correndo num pulo pra me arrumar rapidinho e subi também.

A vista já era linda desde de manhã!

A vista já era linda desde de manhã!

Este foi o dia que o navio iria entrar em um local estreito para a gente ver as geleiras. A Disney divulga que vai entrar no Tracy Arm no itinerário do cruzeiro, mas praticamente sempre, acaba entrando no Endicott Arm no lugar. O navio só entraria no estreito mesmo por volta de 11h da manhã mas meus pais não eram os únicos espertos lá fora desde cedo.  

Quando encontrei minha mãe, ela estava com cara de semi pânico enquanto uma senhora conversava em inglês com ela. A minha mãe fala super bem inglês mas ela é tão tímida, que quando alguém fala inglês com ela, ela morre de vergonha e trava. A senhora era super boazinha e foi falar com a minha mãe porque achou que ela estava sozinha, então veio fazer companhia (muito fofa!!). Conversamos um pouco com ela, mas minha mãe queria mesmo era me mostrar as fotos que ela tinha tirado das orcas e me contar os detalhes. O meu pai tinha descido pra buscar o binóculo pra mim, porque além de ser a cegueta da família eu também sou a pessoa mais distraída de casa, então ele queria me dar todas as chances que eu poderia ter de ver alguma coisa, né?

Mas mesmo assim, não funcionou. Não vimos mais orcas nenhuma. Fiquei olhando um tempão e nada. Meu pai pegou uma mesa ali na varanda e ficamos de olho, mas eventualmente eu desisti e fui pegar café da manhã no buffet para comer ali na varanda com eles. Obviamente foi só eu virar as costas que eles viram umas focas. Orcas PULANDO e focas no mar para eles e nadinha para mim, mas tudo bem.

Pessoal comendo, mas sempre de olho na varanda!

Pessoal comendo, mas sempre de olho na varanda!

Tomei meu café da manhã feliz com a paisagem incrível sempre de olho para ver se algum animal aparecia. Meus pais estavam lá só pra me fazer companhia e ver os animais que não queriam ser vistos por mim. Eles não comeram nada, pois iriam com o Felipe e com a Mon tomar um brunch no Palo logo mais.

Meu pai teimoso que é, não queria marcar o brunch, mas eu sabia que ele ia amar, então insisti e eventualmente só agendei e avisei a todos que eles tinham esse compromisso. Como lá não é permitida a entrada de crianças, fiquei de fora pra cuidar da Juju. Nada mais justo porque eles nunca tinham ido no brunch do Palo e eu já fui em algumas oportunidades.

Enquanto eu tomava café, o Felipe e a Julia apareceram por ali, mas como já estava ventando muito, achamos melhor tira-la da varanda.Então eu desci com ela enquanto eles foram encontrar a Mon e minha mãe (que tinha descido) para o brunch.

O brunch do Palo é uma experiência única!

O brunch do Palo é uma experiência única!

Eu fiquei curtindo o navio com a Juju e quase fiz várias comprinhas no impulso, desde ímãs de porta até brinquedos e roupas. Paralelamente, eu estava conversando com a Bia no whatsapp, que compulsiva nas compras que é, ficava me encorajando a comprar tudo e fazendo encomendas de bichinhos de pelúcia pra ela dar pra Julia. Toda mensagem era um “Compra esse Mickey pra Ju, a tia dá!!!”. Pessoa nem no navio tá e mesmo assim quer fazer compras. Que vício!

Eu e Juju ficamos correndo daqui pra lá até que uma hora sossegamos nas janelas do quarto andar, onde ficamos observando as geleiras.  A nova brincadeira dela consistia em bater a cabeça na janela e falar “eita!“. Julia morreu de rir com essa brincadeira mas quando ela começou a ficar muito intensa nas batidas, achamos que era hora de parar.

Eventualmente, entre um “eita” e uma batida na janela, o Felipe nos encontrou por lá, tirou umas fotos da Juju brincando e depois sentou em outro janelão.

Eu não sei a filha de vocês, mas a minha é MUITO engraçada inventando as próprias brincadeiras).

Eu não sei a filha de vocês, mas a minha é MUITO engraçada inventando as próprias brincadeiras).

Pronto, agora a nova brincadeira dela era correr da minha janela até a janela do Felipe. Aproveitamos o bom humor da Julia e fomos tirar foto com a Minnie com roupinha especial do Alaska. Minha mãe e a Mon já estavam entrando na fila e fomos encontrá-las lá. Em geral a Minnie fica na varanda do deck 10 para essas fotos, mas em um dado momento, começou a chover e mudaram o local das fotos para o deck 9 mesmo, em uma área coberta. Como já estava quase na nossa vez, foi super tranquilo e nem nos molhamos. Ah! Lembra da “nossa amiga” que se veste sempre igual a Minnie? Nem preciso dizer que ela estava com um casaco chiquérrimo igual o da Minnie, né? Maravilhosa!

Minnie maravilhosa com essa roupa rica!

Minnie maravilhosa com essa roupa rica!

A nossa amiga, tão maravilhosa quanto!

A nossa amiga, tão maravilhosa quanto!

Depois disso, fomos ao Cabana’s para almoçar (só eu e  a Julia e eu almoçamos, lógico) e ficamos conversando sem pressa na mesa ali. A essa altura o barco já estava no Endicott Arm e estava chegando a hora do meu passeio e eu estava ficando ansiosa.

Eu tinha agendado de descer em um barquinho menor para poder chegar mais perto das geleiras mas covarde que sou, já estava morrendo de medo porque recebi um termo para assinar que chamava “termo de aceitação de risco” e falava que eu assumia vários riscos de perigo e morte. Enfim, depois descobri que aquele termo era pra outro passeio e esse foi MEGA tranquilo, mas até eu descobrir isso, fiquei preocupada. O Felipe também não ajudou quando falou a seguinte pérola:

– Eu pensei nisso (o perigo) quando você perguntou se eu queria ir com você, mas pensei que era bom alguém estar aqui pra Julia caso aconteça qualquer coisa, né?

Fui num barquinho igual a esse aqui!

Fui num barquinho igual a esse aqui!

Eu obviamente fiquei sem palavras enquanto ele tentava consertar com palavras de encorajamento. Tudo bem, eu queria muito ir de qualquer forma. Coloquei um casaco mais pesado, peguei meus óculos e meu binóculo (cegueta, lembra?) e fui com o meu ticket para o ponto de encontro do passeio. Como este era o único passeio oferecido nesse dia, não tinha muito como errar. No fim nem precisava ter levado meu binóculo porque eles já eram oferecidos no barquinho.

Mapa e binóculo já oferecidos no barco.

Mapa e binóculo já oferecidos no barco.

Cheguei no ponto de encontro, entreguei meu ticket, peguei um adesivo que indicava qual era o meu grupo do passeio e me sentei junto com as demais pessoas para esperar. Fiquei ali mexendo no celular só de bituca na conversa louca da minha vizinha de poltrona, que estava contando pra outra pessoa que a amiga dela que já morreu tinha aparecido pra ela em sonho, com a mesma roupa que ela tinha sido enterrada e por estar com a mesma roupa, ela sabia que aquela era uma mensagem do além.

Olhei em volta procurando outros coleguinhas além delas pra eu conversar. Quando a gente estava caminhando para descer do navio, ouvi uma família falando português! Oba! Eram 4 mulheres super simpáticas. 

Ingresso, adesivo do meu grupo e chave do quarto! Pronta para descer no barquinho!

Ingresso, adesivo do meu grupo e chave do quarto! Pronta para descer no barquinho!

Descemos para o barquinho menor, recebemos algumas instruções e começamos nosso caminho para próximo da geleira. Estava chovendo um pouco, então a parte do barquinho que era fechada, com janelas de vidro, começou a ficar com a vista um pouco prejudicada com as gotinhas de água. Resolvi subir para a área aberta, onde a vista era tão bonita que a gente nem lembrava da chuva fininha (que era realmente pouquíssima chuva).

Olha, a verdade é que eu não tenho nem palavras pra descrever o que foi esse passeio pra mim. Talvez não seja assim com todo mundo, mas aquelas paisagens de geleiras, montanhas e mar, me emocionaram demais. Ver a geleira de perto foi algo único e eu nunca vou esquecer daquela cena linda. Só consigo descrever isso como a natureza demonstrando e declarando o poder de Deus. Então parei e agradeci a Deus por estar lá e por poder viver aquele momento.

Lá no alto, pedi para uma pessoa tirar uma foto minha e assim que entreguei minha máquina pra ela, já me arrependi. Dava pra ver que ela não sabia muito mexer com a câmera e acabei com essa foto linda aqui:

Depois, lógico, pedi pra uma guia do passeio tirar outra foto e aí sim tive uma foto legal! 

Uma foto melhor! Pelo menos tem foco, né? :P

Uma foto melhor! Pelo menos tem foco, né? 😛

Fiquei com meu binóculo olhando a geleira (não que precisasse) e as montanhas, à procura de algum animal, quando vi uma mulher falando que achava que tinha visto uma cabra da montanha. Ela falou para família dela e para o guia, mas eu que estava doida pra ver algum animal, me meti na conversa mesmo. Ela me mostrou onde estava e eu vi beeeeeem de longe, mesmo com um binóculo, um pontinho branco andando. Eu fiquei super feliz e agradeci um monte, falei que era o primeiro animal que eu via no cruzeiro. Já o coitado do filho dela, estava super frustrado querendo achar a cabra e não achava, então deixei eles ali tentando ajuda-lo a encontrar e voltei a minha atenção pra geleira de novo.

Tinha uma cabra da montanha beeeem longe nessa montanha!

Tinha uma cabra da montanha beeeem longe nessa montanha!

Se não bastasse a cena linda que estava na nossa frente, ainda fomos muito sortudos de ver um pedaço gigante da geleira derretendo e caindo na água. Daquelas cenas da natureza que fazem a gente lembrar como a gente é pequeno nesse mundo sabe? Aquele gelão caindo, um barulho super alto, o mar todo balançado. 

Antes do pedaço de gelo cair, já era uma imagem LINDA!

Antes do pedaço de gelo cair, já era uma imagem LINDA!

Depois do pedaço de gelo cair! Nunca vou esquecer desse momento!

Depois do pedaço de gelo cair! Nunca vou esquecer desse momento!

Sério, nem os nossos guias conseguiam acreditar no tamanho do descolamento que a gente tinha visto. Eles ficaram até mais entusiasmados que a gente. Fazem isso todo dia durante a temporada de cruzeiros ali no Alaska e nunca tinha visto um pedaço tão grande da geleira caindo na água. Demos sorte e foi lindo demais! Juro, fiquei segurando a emoção porque acho que eu era a única emocionada com tanta beleza lá, mas foi incrível.

Depois de um bom tempo tempo ali, o nosso barquinho começou a se distanciar da geleira e eu só ouvi a mulher que me mostrou a cabra da montanha gritando pro filho:

– EU NÃO POSSO CONTROLAR A CABRA!

Coitada! Passaram o passeio todo em volta da cabra e o menino não conseguiu achar. Espero que eles tenham visto outras ao longo da viagem.

Vimos essa queda d'água também.

Vimos essa queda d’água também.

Paramos também em uma queda d’agua um pouco antes de voltar para o navio. Eventualmente praticamente todo mundo foi pra parte coberta do barco, mas eu, por amor ao blog, fiquei lá fora para conseguir boas fotos do navio da Disney. Por favor, gostem das fotos.

No nosso caminho fomos premiados com várias focas descansando no gelo, muito fofas. Finalmente reconheci que já tinha fotos o suficiente e fui para a parte fechada do nosso barco. Conversei um pouco com a família brasileira e logo chegamos.

Teve vento, teve chuva, teve frio, teve eu tirando o casaco pra limpar a câmera com a minha blusa, mas esse naviozão merecia uma foto, vai!?

Teve vento, teve chuva, teve frio, teve eu tirando o casaco pra limpar a câmera com a minha blusa, mas esse naviozão merecia uma foto, vai!?

Aqui eu realmente dei uma gafe feia, que detesto dar, mas não teve jeito. Na empolgação de sair do navio da Disney, só pensei nas coisas que eu podia precisar pra ver a geleira e esqueci completamente de trazer dinheiro e minha carteira. Ou seja, esqueci das gorjetas. Horrível, eu sei, mas aconteceu ué.

Na hora de sair do barco, estava todo mundo se despedindo dos guias, a maioria dando uma gorjeta junto e eu lá, meio sem saber o que fazer. Mas, como eu não podia imprimir dinheiro ali, tive que sair assim mesmo, né? Pensei em tentar me infiltrar e parecer parte de uma família que estava dando gorjeta, mas constatei que eu poderia parecer uma louca pra família em questão, então só dei um aperto de mão mesmo nos guias e falei um muito obrigada com bastante intensidade, pra eles saberem que eu tava mesmo agradecida. Fazer o que? Essa gafe não cometo mais, nunca mais vou esquecer. hehe

Focas de boa descansando no gelo! Eu estava mais perto dessas, mas do outro lado do nosso barco tinha outra pedra de gelo com mais umas 8 focas.

Focas de boa descansando no gelo! Eu estava mais perto dessas, mas do outro lado do nosso barco tinha outra pedra de gelo com mais umas 8 focas.

Quando chegamos no navio de volta, a primeira apresentação do musical de Frozen já tinha começado. Como a Julia ama a Anna e a Elsa, o Felipe a levou junto da minha família. Eu queria muito ver a carinha dela no show, então fui direto pra lá, mas não tinha como sentar próximo deles, que estavam na primeira fila. Então assisti um pedaço do show e depois voltei pro quarto pra tomar um banho quente porque aquele ar condicionado estava me matando, mas soube que a Juju pirou no Frozen. Ficou batendo palminha, dava tchau e ficava muito chateada que os personagens não acenavam de volta pra ela. Quando a cortina fechou e acabou, estendeu as mãozinhas revoltada, falando “show! Cabou! Cabou!”. <3

Ai Alaska, a gente acabou de se conhecer mas já te amo tanto!

Ai Alaska, a gente acabou de se conhecer mas já te amo tanto!

Depois disso, fomos todos jantar e eu contei em detalhes pros meus pais sobre a minha experiência nas geleiras, fiquei mostrando as fotos e tudo o mais. Acho que eu estava meio tagarela (meu pai vai dizer que eu nunca estava, que eu SOU  tagarela). Nessa noite nem fizemos nossa tradicional volta pelas lojas porque a Julia mordeu meu dedo então foi pro quarto ficar de castigo. Felipe ficou de bobeira vendo um documentário no tablet e eu fiquei escrevendo esse diário. Agora vamos dormir porque amanhã é dia de porto!



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