VPD Orlando - Vai Pra Disney
Comida

Experiências de uma vegana em Orlando, por Carol Oliveira

Depois de muitos pedidos aqui no VPD e no nosso Instagram, hoje finalmente trazemos aqui um relato super completo e com muitas dicas para veganos que querem saber mais sobre a experiência nos parques e restaurantes de Orlando!

Obrigado por compartilhar com a gente, Carol, e boa leitura a todos 🙂 

Experiências de uma vegana em Orlando

Por Carol Oliveira

Ir para os parques de Orlando por si só já é uma maratona, mas a rotina intensa da minha família começou desde a ida. Moro em uma São Luís, uma cidade bem distante dos grandes centros, por isso sair do Brasil quase sempre implica em voos longos e cheios de conexões e dessa vez não podia ser diferente. Nossa jornada começou às 11 hrs do dia 03/02/2020, o exato dia que minha irmã, a Karina, fez 15 anos. Que jeito melhor de comemorar a data do que com uma viagem de 36 horas com três aviões e duas conexões? 

Sim, as coisas que fazemos pelo nosso amor pela Disney… foi uma hora de voo para Belém, seguido de 5hrs de conexão, 3h30 de voo para Campinas, mais 13 horas de conexão, e por fim um voo de quase 9 HORAS para SOMENTE ENTÃO chegar em Orlando. Ufa! 

Passei por tudo isso como uma vegana, e sobrevivi para dizer que, sim, é possível. Em todos os aeroportos que passei sempre tinha um Subway ou um Bob’s que tem opções de sanduíches vegetarianos e veganos. Além disso, algumas empresas aéreas oferecem refeições para quem tem dietas especiais sem custo adicional na passagem, por isso é sempre importante entrar em contato com a sua companhia e solicitar a sua refeição. 

Almoço do voo Campinas-Orlando: tofu, arroz integral e brócolis

1o DIA: CHEGADA

Finalmente depois de toda essa aventura, chegamos no Aeroporto Internacional de Orlando às 18hrs do dia 04/02, depois de uma imigração tranquila fomos direto para o setor B pegar o Disney’s Magical Express, porque ficaríamos no melhor local para amantes de Pop: o Disney’s Pop Century. A funcionária no balcão do Expresso foi muito simpática conosco, já agendando inclusive o transporte para nossa volta.

Depois de nos acomodarmos no nosso quarto, fomos direto para a praça de alimentação para jantar, porque eu estava louca para ir na Apple e realizar meu sonho de consumo: comprar meu iPad. Já adianto que o “Everything Pop” (a praça de alimentação do nosso hotel) é MUUITO inclusivo, pude achar várias opções veganas para comer sem enjoar até o fim da viagem. 

Tinha hambúrguer vegano, sopa de legumes, tofu, macarrão ao molho sugo, hummus (pasta de grão de bico árabe) com vegetais e várias frutas. Mas, minha escolha para aquela noite foi o “Roasted Vegetable Sandwich” (US$10,99), um sanduíche de vários legumes grelhados com guacamole, que é o amor da minha vida. 

Alguém me explica como abacate pode ficar tão bom no pão?

Todas as opções veganas da Disney tem o desenho de uma folha verde do lado no cardápio, o que facilita muito, mas você sempre pode  perguntar pros funcionários porque nem todas as opções estão de fato no escritas lá, como eu explico mais pra frente. Outra dica, é dar uma olhada no website Vegan Disney World, onde que eles tem resenhas de todas as opções veganas do complexo, ou até na seção dedicada no próprio site da Disney.

Depois de comer, era hora de ir no Mall at Millenia realizar meu tão sonhado desejo, e mesmo mortos depois da longa viagem conseguimos chegar vivos na Apple. Agora vem uma parte séria: NUNCA, NUNCA mesmo viaje totalmente dependentes de Wi-Fi pública porque a historinha que vou contar aqui podia ter terminado de modo muito sério mesmo. 

Como ninguém na minha família se sente muito confortável dirigindo, e já que íamos usar o transporte interno da Disney, decidimos não alugar carro e viver só de Uber. Por isso, pensando no IOF do cartão de crédito, decidimos procurar Uber Gift Card para diminuir os gastos com transporte externo, seguindo as dicas do blog.

Fui rapidinho no meu celular e vi no site da Uber que o lugar mais perto com os cartõezinhos era um lugar chamado 7-Eleven (detalhe: eu nunca tinha ouvido falar desse lugar, e nas fotos da internet parecia ser um mini mercado), então, ainda usando o cartão de crédito, chamei um Uber para me levar para lá. Resultado: era um posto de gasolina meio afastado, lá tinha o Uber Gift Card, mas não tinha Wi-Fi para chamar o Uber para que voltássemos para o hotel.  E eu não tinha chip de internet nem qualquer meio para chamar um táxi.

Olha a situação, eu estava num posto de gasolina, num país estranho, sem meu passaporte, com uma menina de 15 anos e dois adultos que não falavam bem inglês, às 22hrs da noite, sem internet para chamar um Uber ou um táxi. Emocional do jeito que sou juro que quase chorei. Parece meio bobo agora, porque eu devia ter pedido logo ajuda, como fiz em seguida, mas na hora foi muito assustador.

Por sorte, um garoto hispânico que estava lá dentro me emprestou a Internet dele e eu pude chegar no hotel em segurança. Mas, repito NUNCA, NUNCA MESMO dependam de Wi-Fi gratuito, porque coisas acontecem e você nunca sabe quando precisará da internet seja para chamar um Uber, seja para ligar para alguém. 

Deixando os contratempos de lado, descansamos bastante e acordamos somente perto da hora do nosso primeiro compromisso efetivo para a viagem, eu como uma boa irmã que sou (na maior parte do tempo rs) presenteei minha irmã e meus pais (e eu também) com um brunch no Chef’s Mickey.

2o DIA: CHEF MICKEYS E WALMART

Não vou mentir, o almoço foi sim caro, cerca de 50 dólares por pessoa fora as gorjetas, mas quando viajamos, sobretudo para a Orlando, temos de ter em mente que não estamos comprando um almoço, e sim uma experiência. Já estou indo para metade do meu curso da faculdade, e daqui a pouco a minha irmã também vai entrar na vida adulta, mudar, ter experiências, e meus pais não estão mais aguentando essas rotinas pesadas de viagem, quando eu teria de novo a chance de ir para Orlando com os três? 

Por favor alguém me diz como que faço pra voltar no tempo?

O Chef’s Mickey também é super inclusivo pra quem tem dietas especiais, e logo no início uma funcionária me deu um papel onde tinha uma lista de tudo o que eu podia comer. Peguei tofu, legumes, pão, milho, muitas frutas, mas a melhor parte mesmo foi quando a garçonete trouxe um pratão de waffles do Mickey e biscoitos especialmente pra mim, juro que quase chorei.

Depois ainda tem gente que me pergunta porque gosto tanto da Disney

Em seguida, fomos fazer comprinhas no Walmart, e eu recomendo muito comprar coisas de café da manhã lá, porque é bem mais barato que no hotel. Eu comprei torradas com guacamole (sim, sou a doida do guacamole), frutas e leite vegetal de amêndoas, que no Brasil é caríssimo, mas nós supermercados americanos é menos de dois dólares o litro. Pra quem também quer opções mais saudáveis, e também vegetarianas, o Whole Foods é muito bom e meu primo disse que encontrou tofu por menos de um dólar, que sonho isso no Brasil né?

3o DIA: HOLLYWOOD STUDIOS

No dia seguinte, eu e Karina acordamos antes das 6:00 da manhã porque queríamos “lutar” por um boarding group no Rise of Resistance.  Como naquele dia o teleférico Skyliner só abria às 8 hrs, fomos de ônibus mesmo, e nessa hora, como tem muita gente amanhecendo no parque também, eles passam com muita frequência mesmo. Às 7h15 já estávamos dentro do parque ficando logo “na boca do gol” pra fila do Slinky Dog Dash (com o celular na mão, claro).

Foi nessa hora que eu fiz a maior burrada da minha viagem. Meu iPad e meu celular estavam na conta do My Disney Experience do meu pai, mas como nem ele e nem minha mãe estavam no parque ainda eu decidi que parecia ser uma boa ideia mudar pra minha conta pra não perder meus preciosos segundos excluído os dois da “party” do boarding group.

Assim, faltando dez minutos eu saí da conta dele e entrei na minha, quando os grupos abriram eu percebi que a Karina NÃO estava entre meus amigos do MDE. Naquela confusão, sem saber se saía da minha conta, se entrava na do meu pai, se chorava, se me matava, perdemos preciosos minutos. No final, acabou que eu entrei sozinha pela minha conta e ela fez o mesmo no celular dela, ficamos em grupos separados; o meu era 106 e o dela 110. Detalhe: eles só garantiam até o 60. Ressalvo ainda que tivemos muita sorte de SEQUER conseguir entrar no backup group, porque perdemos MUITO minutos na minha “brincadeira”.

Como tínhamos dois dias de Hollywood Studios e eu já estava preparada para a possibilidade de não entrar no Rise of Resistence, eu aceitei a situação e aproveitei a Toy Story Land inteirinha, que é muito bonitinha mesmo. O único arrependimento foi ter ficado 45 min na fila do Alien Swirling Saucers. 

Não vou dizer que não fiquei nem um pouquinho chateada com o negócio do Rise porque seria mentira, mas sabe você está de férias, e está na DISNEY. Nem tudo vai sair perfeito, por mais que você passe horas e horas vendo vídeos e planejando, mas a forma que você reage às adversidades é que vai importar no final.

Quem nunca sonhou em ser um dos brinquedos do Andy?

Lá pelo meio-dia nosso pais chegaram e fomos almoçar no ABC Commissary que é bem democrático e tem opções que agradam todo mundo. Fui de Califórnia Burguer (US$12.99) mesmo e juro foi o MELHOR hambúrguer vegano que comi, até minha irmã que é bem chatinha pra comer gostou.

Depois aproveitando que a Millennium Falcon: Smugglers Run estava com apenas 50 minutos, fomos na Galaxy’s Edge, que é um verdadeiro sonho para qualquer fã de Star Wars. Recomendo muito pedir pra ser piloto na hora de brincar, afinal quem nunca quis pilotar a Millennium? Me senti o Han Solo hehe. Uma outra dica boa também é experimentar o Leite Azul ou Verde, que apesar do nome, NÃO É leite de vaca, então veganinhos e intolerantes à lactose podem tomar à vontade.  O leite custa US$7,99 e pode ser encontrado no Milk Stand.

Nada como um leite azul nesse calor

Após muitas fotos na nova área, eu e Karina fomos para a Twilight Zone Tower of Terror, o ícone do parque, que estava com um fila bem grandinha de 90min. Mas, infelizmente azarada como sou, um dos elevadores quebrou, aumentado o tempo de espera para mais de duas horas de fila. Para piorar a internet era horrível naquela área, o que me deixou bem irritada. Quando finalmente saímos de lá já estava na hora do nosso Fastpass+ na montanha russa do Aerosmith, que eu acabei indo sozinha mesmo porque ninguém quis se arriscar comigo.

Foi então, que, com os cabelos ainda em pé, chegou a melhor notificação do meu dia: nossos grupos da Rise of the Resistance tinham sido chamados, os DOIS!

Tem notificação mais linda que essa?

Fomos correndo para a Galaxy’s Edge porque já eram quase 18 hrs, e ainda tínhamos que ir no Rise of Resistance, jantar e ir guardar lugar pro Fantasmic ou para o show de Star Wars (queríamos muito ver os dois na nossa viagem). Infelizmente, depois de esperar mais de uma hora frustrada lá dentro fomos informados que a atração (sim, mais uma) tinha quebrado e que eles não sabiam se iriam voltar a funcionar naquele dia.

Naquela hora eu só fiz chorar mesmo. Poxa, eu havia acordado 5h30 da manhã, passado o dia inteiro olhando as atualizações do app, meu grupo finalmente tinha sido chamado e justo agora eu não ia conseguir brincar? Se era pra atração quebrar, por que meu grupo tinha de ser chamado? Teria doído tão menos se simplesmente tivessem parado de chamar no  grupo 60 ou 80.

É nessas horas que eu, de novo, percebo o quanto a Disney é incrível. Eles não somente deram um Fastpass+ pra gente, mas também um ingresso extra para que voltássemos no Hollywood no dia seguinte. Mas, como eu já tinha planos de ir no MK pedi apenas para que eles transferissem meu FP+ pro dia 15/02, que seria o dia que eu voltaria no Hollywood Studios de qualquer maneira. Sério, sempre busque o Guest Relations, eles vão fazer o possível para resolver o seu problema do modo mais mágico possível.

Mas, como dia ainda não tinha acabado, e desgraça pouca bobagem, por conta do mau clima tanto o Fantasmic quanto o show noturno de Star Wars tinham sido cancelados, e fomos pro hotel cansados fisicamente, psicologicamente e sem assistir nenhum encerramento. Desculpa, eu sei que viagens pra Disney (ainda mais as de 15 anos) deveriam ser mágicas, mas a vida real é assim. Essa viagem teve um começo problemático, mas já vou adiantando que o final foi feliz, tá bom? 

4o DIA: MAGIC KINGDOM

No dia seguinte, fomos para o MK, e vou logo dizendo: vão BEEEM cedo mesmo. Eu e Karina conseguimos pegar 15 MINUTOS na Seven Dwarfs Mine Train ficando na “boca do gol”, vale muito a pena mesmo. Em seguida fomos na Tomorrowland, terminando todas as atrações de lá antes das 10hrs. Aquele dia foi o mais legal de todos, o clima estava muito gostoso, e chegando cedo dá para passear e fazer tudo com muita calma.

Na hora do almoço, era o momento da próxima refeição mágica da viagem: almoço no Be Our Guest, o restaurante da Bela e a Fera. Pedimos pro Cast Member pra que nossa mesa fosse na ala Oeste e deu certo. Não sei se foi sorte, mas na dúvida vale sempre pedir pelo seu ambiente favorito, porque eles vão fazer de tudo para de colocar lá ☺

Esse restaurante não somente tem opção de almoço vegano, como também sobremesa. Minha refeição foi o Cannellini Bean Cassoulet (US$14.99), uma espécie de feijão branco com legumes e Creme Brulee (US$5.99) de sobremesa. Ah e peço desculpas pelas fotos, estava muito escuro lá na ala oeste, mas acho que dá pelo menos para ter uma ideia de como era tudo muito gostoso.

Depois de comer no Be Our Guest já posso morrer feliz

Depois do almoço e de fazer mais algumas atrações, fomos na frente do castelo assistir o Mickey’s Royal Friendship Faire e em seguida ficamos para parada da tarde. Nessa hora, decidi comprar o balde de pipoca, que compensa bastante pra quem vai ficar vários dias no complexo, já que o refil é apenas US$2. Lembrando que as pipocas tanto da Disney quanto da Universal são totalmente veganas, feitas de manteiga vegetal, assim como vários outros petiscos como:

  • Pretzels do Mickey
  • Picolé de morango
  • Potes de sorvete de morango e limão que vendem em quiosques espalhados pelo parque. 

Ao lado de cada item tem a folhinha verde indicando que é vegano, mas na dúvida é sempre bom perguntar.

Em seguida, fomos para nossos Fastpasses na Seven Dwarfs Mine Train e Big Thunder Mountain, sendo que o primeiro conseguimos graça às dicas do blog, muito obrigada mesmo! Pra terminar o dia, decidi ir no Aloha Isle pedir um Pineapple Dole Whip (US$4.99) e fomos jantar no Columbia Harbor House, um lugar com muitas opções para todos. Nesse último local, o meu pedido foi um Lighthouse Sandwich (pão com creme de grão de bico e salada de brócolis) com fritas, que custou  US$10.69.

Depois disso, fomos guardar lugar bem cedo mesmo, duas horas antes do show, porque o parque estava bem cheio ao longo do dia e foi a melhor decisão. Conseguimos pegamos o melhor lugar de todos. Apesar dos 7 graus que faziam, o Happily Ever After não poderia ser mais mágico e pra encerrar o dia decidimos repetir a Big Thunder que estava com apenas 20 minutos de fila. 

5o DIA: FLORIDA MALL

No dia seguinte, fomos para nosso dia de compras no Florida Mall, mais conhecido como o dia que eu fali na Sephora, mas quem nunca? Nesse shopping a melhor opção que achei foi o Spoleto, onde você pode pedir uma massa com molho de tomate e vários vegetais (Atualização: hoje você pode pedir também almôndegas do futuro, são boas demais). Não lembro direito quanto paguei na massa, mas foi bem em conta mesmo e me saciou bastante. Depois do passeio decidimos ficar somente no hotel e descansar para a maratona do dia seguinte.

Nada como o bom e velho macarrão ao sugo

6o DIA: ISLANDS OF ADVENTURE E UNIVERSAL STUDIOS

O próximo dia começou com muitas expectativas, pois era o dia de conhecer o “parque do Harry Potter” e a nova montanha Russa do Hagrid. Passeamos bastante por Hogsmeade e pelo Beco Diagonal, fizemos inclusive atrações como o voo do Hipogrifo (sim somos todos crianças por dentro). E quando a fila do Hagrid estava aceitável, 120min, decidimos “encarar”. Nossa surpresa foi quando descobrimos que o tempo estava errado: ficados menos de uma hora, e depois fomos almoçar no Três Vassouras

O restaurante é bem tematizado e tem opções boas, que fogem do clássico hambúrguer. Mas, as filas são bem grandinhas nos horários de pico, então se você quer muito comer por lá é melhor se preparar para esperar uma meia horinha. Infelizmente, não tinha nada vegano no cardápio, mas o funcionário me deu umas opções “por fora”, acabei comendo uma porção de brócolis (US$6.99), batata doce assada (US$3.49) e milho (US$3.99). Por isso, mesmo que não tenha nada compatível com sua dieta é sempre válido pedir ajuda pros funcionários, eles farão o possível pra te ajudar.

Não foi o melhor almoço do mundo, mas deu pra sobreviver

Como eu disse antes, a pipoca da Universal também é feita de manteiga vegetal o que é ótimo pra matar a fome do meio da tarde. Mas, outra opção legal e gostosa é o Auntie Anne’s Pretzels, que apesar de ter sim manteiga pode ser feitos sem se você pedir pro funcionário. Claro, você vai ter que esperar um pouquinho mais, mas eu nunca fiquei mais de 15min na fila, e,  como eles fazem especialmente para você, o pretzel vem bem fresquinho mesmo. A média de preço é entre quatro e cinco dólares, mais ou menos.

Depois de terminar tudo do Harry Potter, decidimos  encerrar o dia no Universal Studios onde teria uma parada do Mardi Gras. É muito divertido, o parque fica cheio de pessoas fantasiadas e no desfile eles jogam vários colares coloridos pra você guardar de lembrança e rola até uma pequena “competição” pra quem pega mais, super divertido.

No jantar, fomos pra nossa reserva no Hard Rock Café, que fica bem ao lado do parque, não perdendo a oportunidade decidi provar o impossible burguer (que foi um pouco mais de 10 dólares). Ele já tem em vários lugares do Brasil, mas infelizmente não na minha cidade. Escolha certeira, ele é bom demais, e lembra bastante o gosto e textura da carne, palavras da minha irmã, não minhas. 

Bem que na minha cidade podia ter um desse

7o DIA: ANIMAL KINGDOM

No dia seguinte foi a vez do meu parque preferido, o Animal Kingdom, mais uma vez chegamos super cedo e PASMEM fizemos a Pandora inteira em MEIA hora. Talvez eu tenha passado mal de tanto correr? Talvez sim, mas valeu super a pena porque o resto do dia ficou muito mais tranquilo e deu tempo de passear com calma e até mesmo repetir atrações.

Para o almoço nossa escolha foi o Pizzafari, onde eu comi Sicilian-style Pizza Slice (US$10.49), a melhor pizza vegana da minha vida. Que saudades que eu tenho de pizza! A linguiça vegetal estava muito boa e meio picante, do jeito que eu gosto, mas outras pizzas pareciam boas também.

Amo essa pizza quase tanto quanto amo a Disney

Em seguida fomos para nosso Fastpass no Safari e na Everest. Gostamos tanto na Everest (eu e minha irmã), que ficamos na fila para ir mais duas vezes. É muito amor pelo Yeti, né? Depois de passear pelos zoológicos e assistir o showzinho do nemo já era hora do nosso Fastpass no Flight of Passage, que conseguimos, mais uma vez, graças às dicas do blog.

Aproveitando que estávamos na Pandora, fomos jantar no Satu’li Canteen, que tem várias opções mais normais, até mesmo arroz e feijão. Eu comi o Chili-Spiced Crispy Fried Tofu Bowl (US$12.49), um prato com tofu crocante com arroz e feijão, estava uma delícia e foi sem dúvidas um dos melhores jantares que tive em Orlando.

Bom pra matar a saudade do arroz com feijão do Brasil

Depois de tirar fotos e passear por Pandora à noite, meus pais foram embora devido ao cansaço, e eu e Karina conseguimos marcar um quarto fastpass para ir na Everest de noite, o que eu recomendo muito que você faça depois de usar todos os seus fastpass do dia. Lá de cima consegui ver a bola do Epcot brilhando, e as luzes da primeira apresentação do Rivers of Light.

Dica: Bem ao lado da Everest, há um quiosque que vende várias opções veganas como o pretzel do Mickey, pipoca, sorvete de limão e morango e frutas com hummus 

Em seguida, marcamos nosso quinto Fastpass para a segunda apresentação do show de encerramento. Inclusive, super recomendo assistir a segunda apresentação do Rivers of Light nos dias que tiver mais de uma, porque é sempre muito mais vazio. E assim, encerramos mais um dia de Disney, e eu já estava meio triste por saber que a maior parte da viagem já tinha passado…

8o DIA: UNIVERSAL STUDIOS E CHEESECAKE FACTORY

O próximo dia nos trouxe de volta à Universal, mas dessa vez íamos ficar apenas algumas hora, porque depois a gente ia jantar no Cheesecake Factory. Começamos nosso dia pela área da Marvel, onde minha mãe fez o favor de conseguir derrubar e quebrar meu celular (ainda te amo mesmo assim, mãe). A sorte é que tinha a montanha russa do Hulk do lado para me desestressar, nada melhor que ver o mundo de cabeça pra baixo nessas horas.

Demos muitas voltas, compramos muitos Funko-pops dos super-heróis, ficando tentadas a comprar aqueles quadrinhos raros e autografados que dá para encontrar por lá. Resolvemos almoçar no Café 4, onde eu comi um macarrão com carne moída do futuro: o Spaghetti Bolognese Plant-Based, por US$12.29. Estava muito gostoso mesmo.

Ninguém diz que não parece carne

Em seguida, fomos pra área do Jurassic Park e fizemos vários brinquedos que molham por conta do calor que fazia. O clima em fevereiro é bem instável, pois pegamos mínima de 7 e máxima de 31, então é sempre bom ter os dois tipos de roupa na mala. Quando chegamos em Hogsmeade, a atração do Hagrid tinha acabado de abrir, e conseguimos pegar apenas 15 minutos de fila dessa vez.

Como era nossa montanha russa favorita, decidimos ir no banheiro e voltar depois, mas infelizmente ela fechou nesse meio tempo e só voltou a abrir no fim da tarde. Fica a dica: o Hagrid é muito muito instável, então quando ele abrir corra para lá.

Para encerrar o dia fomos de novo até o Mall At Millenia jantar na Cheesecake Factory, chegamos por volta de 17 hrs, que como é meio fora do horário de pico, estava bem vazio. Como jantar, escolhi uma porção de hummus com pão pita, que para ser franca eu achei um pouco diferente do que costumo a fazer em casa, não curti muito. Mas, há também outras opções como hambúrgueres veganos, macarrão com carne do futuro, salada mexicana, torrada com guacamole, só fica faltando mesmo o cheesecake vegano. Por favor, criem um para eu provar da próxima vez, Cheesecake Factory?

Apesar de não ter sido muito bom, eu amo hummus e comi mesmo assim

9o DIA: EPCOT

No dia seguinte fomos ao Epcot, que infelizmente não estava muito bonito devido à série de reformas que estava passando. Na ocasião foi a primeira vez que fui no Skyliner, que achei bem dinâmico naquele começo de manhã. A primeira coisa que fizemos foi ir ao Soarin’, desde já recomendo muito que você peça para ficar na B1, segui a dica do blog e não me arrependi. Em seguida, fomos na atração do Nemo, que é muito bonitinha, mas a parte que mais gostamos foi o aquário no final, muito lindo mesmo.

Depois disso, fomos no nosso Fastpass na Mission Space. Quer dizer, eu e minha irmã fomos, Nossos pais tem labirintite e preferiram ficar nas lojinhas. Fomos no grupo laranja, e não sentimos nada demais, a dica de olhar para frente e não mexer a cabeça funciona bem. Em seguida, fomos para nosso fastpass na Spaceship Earth, e amamos a surpresinha no final.

Para o almoço fomos no Sunshine Seasons, que tem como principal prato vegano o “Vegatable Korma” (US$8.99), que nas resenhas dizem que tem gosto de frango. Mas, como eu nunca gostei muito de frango, preferi pegar uma saladinha de quinoa na parte de frios, que vinha também com um cuscuz marroquino, hummus e pão pita (o pão árabe), foi apenas US$7,99  e me satisfez bem. Pra quem também não gosta de frango, é possível também montar um prato somente com “sides”, como arroz, feijão branco e legumes. Falaram para mim que também era possível encontrar cupcakes veganos mas eu não encontrei nenhum ☹. De qualquer forma, o almoço foi muito gostoso, e todo mundo gostou do Sunshine Seasons.

Depois disso, começamos nossa jornada ao redor do mundo. O Epcot, sem dúvidas, é um dos melhores parques para comer especialmente na parte do World Showcase, e para os veganos não poderia ser diferente. No L’Artisan des Glaces, por exemplo, no pavilhão da França, tem vários tipos de sorvete. O meu escolhido foi o de manga (US$4.69).

Nada melhor que um sorvetinho num dia quente

Sério gente, tem muita, muita opção vegana lá, mas vou deixar as que mais me chamaram atenção por aqui.  No Tangierine Cafe, no pavilhão do Marrocos, você pode pedir  o Vegetable Platter (hummus, tabule, lentilha, azeitonas marinadas no pão marroquino fresco), ou mesmo um wrap de falafel que dizem que é muito bom. Na Alemanha, você pode comer o Jumbo Pretzel. No pavilhão do Japão você pode encontrar sushi vegano no Tokyo Dinner. O Via Napoli, na Itália, tem várias opções de massas e pizzas veganas para todos os gostos. Mas, minha escolha mesmo para o jantar foi a Cantina de San Angel, pedi arroz (US$1.99)  e feijão (US$1.99), além de um “side” de guacamole (US$6.99).

Guacamole é vida

Infelizmente, não gostei muito do Epcot Forever, achava o Illuminations muito mais emocionante, e espero que o HamonioUS seja melhor. Voltamos para o hotel de Skyliner, e um acontecimento muito peculiar é que fomos num bondinho em que tinha uma família americana meio bêbada devido ao aniversário de um deles. Eles acharam que nós éramos hispânicas e pediram para que cantássemos parabéns em espanhol. Bom, eu não falo nada de espanhol, mas cantei em português e eles riram muito, foi superdivertido.

10o DIA: UNIVERSAL STUDIOS

O dia seguinte foi o último da Universal, saímos do hotel um pouquinho mais tarde que o comum, porque estávamos muito cansados já de toda aquela maratona. Tomamos café da manhã no Auntie’s Annie e decidimos fazer as atrações que ainda não tínhamos  ido, que era a do Homens de Preto e a do ET, apesar de não esperar muito dessa última atração achei ela muito fofinha. Depois assistimos o show de rua do “Meu Malvado Favorito” e fomos pro Leaky Cauldron almoçar. Lá estava bem cheio, e mais uma vez, não tinha opção vegana, mas eles improvisaram um prato para mim:

Apesar de apreciar o esforço dos funcionários da Universal, esse almoço estava bem sem graça

Aquela foi de longe a pior refeição da viagem. A salada estava dura e sem gosto e o pão frio. Mas, não havia tempo para procurar outra coisa, porque o Hagrid tinha aberto e queríamos ir para lá uma última vez. Infelizmente, todos tiveram a mesma ideia, pegamos 50 min na fila para mudar de parque e em seguida quase 3 HORAS no Hagrid. Ainda bem que inventaram a Netflix, vi vários episódios na fila. Mas, valeu muito à pena, entramos na montanha russa perto do pôr do sol. Em seguida, vimos o show no castelo e aquele foi meu último dia na Universal. Jantei um hambúrguer vegano no hotel mesmo e logo dormi, porque o dia seguinte era o último de parque, iríamos reprisar o Hollywood Studios.

Quero deixar claro nesse ponto que achei a Disney bem mais inclusiva quanto ao vegetarianismo/veganismo. Fiquei até um pouco desapontada com a Universal, mas para ser franca eu também havia pesquisado muito mais sobre a Disney, e depois descobri que existiam mais opções  naqueles dois parques, vou deixar as principais registradas aqui para que ninguém cometa os mesmos erros que eu.  No Mythos dá para pedir um “Tomato Pesto Cresto de Gallo” – basicamente um macarrão com tomate e legumes. No Louie’s também dá para pedir macarrão à bolonhesa plant-based. No Richter’s Burguer Co. tem o impossible burguer, no The Burguer Digs é possível pedir Falafel. Enfim, tudo isso é um processo, e até que os parques estão se adaptando bem às novas dietas. Nem sempre você encontra as melhores comidas do mundo na Universal, mas fome nós não passamos hehe.

11o DIA: HOLLYWOOD STUDIOS

No nosso segundo dia de  Hollywood Studio, e último dia de parque,  chegamos ainda mais cedo do que da última vez, mesmo  já estando muito cansadas da viagem. Fomos direito para a fila do Guest Relations, e eles logo colocaram nosso “Fastpass+” pro Rise of Resistence no sistema. Com ele, poderíamos ir na atração uma vez a qualquer hora, assim que ela abrisse. Como ainda não eram nem 8hrs, decidimos ir na fila da Slinky Dog Dash, que é mais vazia de manhã, mas infelizmente a atração estava em manutenção, e como já havíamos feito todas as outras do Toy Story da vez anterior, decidimos ir para a Galaxy Edge. 

Com a mesma má sorte, o Rise of Resistance também estava em manutenção, por isso, meio sem escolha, fomos na Millennium que era bem ao lado, pegamos 90 min de fila e mais uma vez pedimos para sermos pilotas. Enquanto estávamos na Millennium, a fila do Rise finalmente abriu. Então, corremos para lá logo em seguida, e daquela vez nada iria me impedir de ajudar os rebeldes. Foi simplesmente mágico.

Eu sei que a foto está péssima, mas pensa na alegria da pessoa

Sério não tenho palavras para descrever a experiência, tudo que eu passei, todas as lágrimas valeram a pena, porque por 18min aquilo foi real, eu ESTAVA numa batalha contra a Primeira Ordem e a Resistência e ninguém vai me convencer do contrário. Minha única tristeza mesmo foi ter só conseguido ir uma vez, eu poderia ir umas cinquenta sem problemas. Mas, eu estava muito grata, eu não tinha noção de quanto era difícil ir no Rise até então. Ter dois dias de Hollywood Studios foi essencial para a realização daquele sonho.

Depois disso resolvemos almoçar no Woody’s Lunch Box. Não tem nenhuma opção vegana no cardápio, mas eles fazem sanduíche de queijo vegano (US$8.99) e chilli vegano (US$8.99) também, é só pedir no caixa. As batatas também não tem nada de origem animal. Estava tudo muito bom, e minha irmã inclusive disse que meu sanduíche foi melhor do que o dela.

Pena que no Brasil queijo vegano não é muito acessível

Depois, fomos curtir nosso último dia de parque, passeamos, conhecemos o Darth Vader, e voltamos para a Toy Story Land para fazer a Slinky Dog Dash, pegamos duas horas e meia na fila, que foi bem mais chata do que a do Hagrid porque a internet estava horrível, acho que conseguimos ver só um episódio de série naquele tempo todo. Em seguida, fomos na Slinky, DE NOVO, dessa vez com Fastpass, sim, temos problemas com a Slinky, reconhecemos. Mas, nossa atração favorita continua sendo a Rise e o Hagrid’s, ok?

Minha irmã e meus pais quiseram voltar no Woody’s para o jantar. Mas, eu queria mesmo era experimentar os pratos no Docking Bay 7, na Galaxy Edge, jantei sozinha mesmo e não me arrependo. Pedi um Felucian Kefta and Hummus Garden Spread (US$12.99), uma espécie de salada de pepino, com almôndegas, hummus e pão pita. Foi uma delícia, e quem gosta de comida árabe vai adorar também.

Rebeldes também tem fome

Depois disso, fomos ver o Fantasmic. Eu tenho uma história bem louca mesmo com o Fantasmic. Na primeira vez que fui para a Disney, em 2017, não teve Fantasmic porque no dia choveu. Na segunda vez que vim no Hollywood, no começo da viagem não teve Fantasmic nem show de Star Wars por causa do mau tempo. E aquele dia, de TODOS os dias da viagem era o único que chovia, bem no fim da tarde. Fiquei o tempo inteiro achando que não ia conseguir, que não ia ter Fantasmic. Mas teve! E a chuva passou momentaneamente e recomeçou bem no meio do show, mas nada atrapalhou a experiência. Curti o Fantasmic de shorts, com o frio de 16 graus, molhada e feliz.

Aquele era o fim da minha viagem, mas eu não estava triste, eu estava muito muito feliz. Minha primeira viagem de 2017, quando eu mesma tinha feito 15 anos, foi muito traumática por vários motivos como o Furacão Irma, remarcação de voo para uma semana depois, ingressos que compramos que não eram reais. Mas, eu amadureci muito com tudo isso. E mais do que nunca, sabendo agora que voltei para o Brasil faltando exatamente um mês antes dos aeroportos fecharem por conta da pandemia de coronavírus não consigo não me achar sortuda.

A todos vocês que perderam suas viagens, meus sinceros sentimentos. Espero que assim como eu, vocês tenham uma segunda chance de fazer certo. Esse não é o fim de um sonho, é apenas uma pausa.

No nosso último dia, ficamos no hotel fazendo as malas, e descansando para nossa jornada de volta. Mais três aviões, com paradas em Campinas e Belo Horizonte antes de voltarmos para nossa cidade no fim do mundo. Minhas últimas refeições no Pop Century foram uma porção de vegetais com hummus e um Chipotle Seitan and Vegetable Sauté (US$8.59), que é um prato de edamame, espinafre, cebolas, pimentão e cogumelos.

Última refeição na Disney

Como cheguei um pouco em cima da hora não deu tempo de passear muito pelo aeroporto, mas vi que tinha um Auntie’s Anne Pretzel e um lugar que vendia comida mexicana onde você pode encontrar arroz, feijão e salada. Talvez para os não veganos tenha parecido que essas opções eram sem graça, pouco variadas ou difíceis, mas acredite para uma vegana de São Luís eu nunca comi tão bem na minha vida. Até consegui engordar mesmo andando tantos km por dia. 

Para finalizar esse post, que já está imenso, só queria deixar registrado que nem tudo na sua viagem para Disney é mágica, coisas ruins acontecem, imprevistos são normais, mas não deixe que isso estrague o seu humor. Eu tenho certeza que independente dos problemas, sua viagem não se resume a isso, mas sim aos muitos momentos em família que com certeza ficarão no seu coração para sempre. 

E se por acaso você não conseguiu fazer tudo que queria, nada melhor que ter uma desculpa para voltar para a terra da magia mais uma vez. Eu mal posso esperar que essa quarentena acabe para começar a planejar minha próxima aventura, HarmonioUS, show noturno de Star Wars, nova atração do Remy, me aguardem, em breve eu vou voltar…

Se você, assim como a Carol, tiver histórias para contar sobre sua viagem para Orlando, ou quiser registrar como foi a refeição em algum restaurante da cidade, compartilhar o seu roteiro ou ainda relatar como foi a estadia no hotel escolhido, nos escreva mandando o seu texto, fotos e vídeos e eles poderão ser publicados aqui no VPD. O endereço é viagemdoleitor@vaipradisney.com (lembrem-se que dúvidas não serão respondidas por esse e-mail, por favor use as caixas de comentários do site).