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Entenda o novo imposto para o turismo

Desde meados de janeiro de 2016, todo a mídia brasileira resolveu falar de um problema que vem se desenrolando nas últimas semanas no setor de turismo brasileiro: um novo imposto que começou altíssimo -de 25%- que passou a ser cobrado desde o começo do ano e agora foi reduzido para 6,38%. Este imposto ganhou a mídia por ter sido oficializado, mas é conversa de longa data e a novela ainda parece estar longe de acabar.

E se a sua idéia é economizar durante a viagem, veja também os links abaixo:

A nossa idéia aqui é esclarecer para você os seguintes pontos:

  • O que é esse tal de novo imposto?
  • Quem é impactado e quem não é?
  • Como evitar prejuízo na viagem?

Hoje, essas são as respostas que podemos oferecer para o tema, pois aqui no VPD a gente prefere ser sempre bem transparente e seguir a máxima de que é melhor não falar nada do que falar bobagem, né? Por isso mesmo, até hoje a gente evitou explorar o assunto, afinal, vimos muitos canais desde o fim do ano passado, divulgando uma série de”falsas certezas”, seja por acreditar realmente nelas ou por enxergar algum ganho de curto prazo em assustar alguém que planeja uma viagem para Orlando (tentando vender alguma coisa antecipadamente ou sei lá o que).

Mais uma barreira para as viagens internacionais, mas a gente não desiste nunca! :)

Mais uma barreira para as viagens internacionais, mas a gente não desiste nunca! 🙂

Apesar disso, só com o primeiro ato oficial dessa novo imposto, temos algumas informações mais concretas para poder passar pra vocês. Antes de mais nada, vale o alerta: já dizia o chapolim, não priemos cânico

O pior já passou, o imposto já está bem reduzido e sempre há opções para economizar e inviabilizar a sua viagem diante de imprevisto. O imposto inclusive nem é aplicado para todos os casos, só para as empresas brasileiras de turismo que mandam dinheiro para o exterior. Então vamos entende-lo direito.

O que é esse tal de novo imposto?

Como eu falei, a história vem de longe. Na realidade havia uma isenção no turismo para remessas internacionais até o final do ano passado. A isenção tinha data definida para acabar, 31 de dezembro de 2015. Como não foi possível renova-la, desde o começo do ano um novo imposto já começou a valer em 25%. Agora foi reduzido depois de muitos esforços de líderes do setor de turismo. Foram longas semanas de espera mas a redução do imposto finalmente chegou!

 

Além disso, vale entender que nem todos os gastos para o exterior vão ficar mais caros. O pulo do gato é entender quem é e quem não é impactado pelo novo imposto. Assim você pode escolher bem onde comprar tudo da sua viagem! 😉

Quem é impactado e quem não é?

Eu me dei ao trabalho de ler a normativa para entender melhor quem é ou não impactado pelo novo imposto. O importante agora é entender o impacto do novo imposto e as outras alternativas na hora de comparar preços. Só assim você garante sempre estar fazendo o melhor negócio.

Quem é impactado?

  • Valores enviados ao exterior destinados ao pagamento de prestação de serviços decorrentes de viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais. Ou seja, quem te vende esses serviços e precisa mandar o dinheiro para o exterior depois, como agências de viagens nacionais, acabaram pagando o pato nesse caso. Veja que aqui nós incluímos qualquer agência nacional, seja online ou offline.
  • Importante ver que quem paga esse imposto é quem vai transferir o dinheiro. Ou seja, no fundo é problema da agência e não seu. O que eles fecharem com você em reais como valor final, deve ser o valor final mesmo, sem taxas escondidas (considerando uma agência séria aqui, claro. Sempre leia os contratos e veja bem o que está pagando).

Quem não é impactado?

Ficaram isentos desse novo imposto:

  • Empresas internacionais, como por exemplo o site da Disney. Como a empresa não é brasileira, nesse caso você paga o IOF de 6,38% em cima do valor gasto (sim, hipocrisia danada tornar as empresas estrangeiras mais competitivas, ninguém entendeu mesmo).
  • Há ainda o caso de empresas internacionais, que vendem em reais através de intermediárias financeiras, caso em que se aplica o IOF de 0,38%. A operadora parceira do VPD que é americana passou a atuar e você pode ver o que é oferecido clicando aqui.
  • Seus gastos no exterior com o seu cartão de crédito. Aqui, exatamente como em sites do exterior, você paga o IOF de 6,38%.
  • A compra de moeda também não foi impactada e tem sido vendida nos mesmos moldes de sempre: com IOF de 0,38%!
  • As remessas destinadas ao exterior para fins educacionais, científicos ou culturais, bem como as destinadas a pagamento de taxas escolares, taxas de inscrição em congressos, conclaves, seminários ou assemelhados e taxas de exames de proficiência.
  • Remessas para manutenção de dependentes no exterior, desde que não se trate de rendimentos auferidos pelos favorecidos.
  • As remessas por pessoas físicas, residentes e domiciliadas no Brasil, para cobertura de despesas médico-hospitalares com tratamento de saúde, no exterior, do remetente ou de seus dependentes.

Como evitar prejuízo na viagem?

Essa história está bem longe de ser resolvida, então as principais perguntas que você deve se fazer para evitar perder dinheiro na viagem é:

  • Compare sempre! No fim, independente de imposto essa é a chave para um bom negócio e economizar na sua viagem. Compare as opções, sempre olhando valor final com valor final (ou seja, quando for comparar alguma alternativa com o site da Disney, lembre que pelo site da Disney você ainda paga 6,38% de IOF e etc).
  • O que dá para pagar nos EUA? Outra possibilidade para quem não pode esperar é deixar para pagar alguns gastos diretamente nos EUA. Isso não é ideal para todos os casos, mas pode significar uma bela economia de dinheiro se a sua única outra alternativa for agencias brasileiras.

Veja que essas alternativas são realmente para quem está indo viajar na semana que vem ou algo assim. Quer ver como é possível evitar gastos estrondosos nos principais aspectos da viagem?

  • Passagens áereas: Segundo notícia do Melhores Destinos e do G1, boa parte das companhias aéreas não devem ser tributas, pois são empresas estrangeiras com acordo de bitributação.
  • Hotel: Em sites como o Booking, você pode reservar o seu hotel e pagar diretamente no balcão do check in, ou seja, não tem que pagar esse impostão aqui! Veja como de repente o uso do cartão de crédito no exterior se tornou um grande aliado né?
  • Ingressos: com a redução do imposto, se por um lado as agências brasileiras devem cobrar 6,38% a mais, por outro o IOF que você vai pagar comprando em sites americanos como da Disney e na Universal também é de 6,38%. Então compare os preços e veja o que vale mais a pena. Isso além das empresas americana que operam com algum tipo de intermediário financeiro no Brasil, como a parceira do VPD aqui, caso em que é cobrado IOF de 0,38%. Além disso, é sempre possível comprar os ingressos direto na bilheteria em dinheiro vivo.

Por enquanto é isso! Pode parecer desesperador, mas no fim do dia o pior já passou e isso pode impactar bem menos a sua viagem do que parece. Basta respirar fundo e avaliar as suas alternativas, essa é sempre a resposta para uma boa decisão. 😉

 



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