Preparativos

Orlando com bebês: guia prático para viajar com crianças bem pequenas

Viajar com bebês ou crianças menorzinhas pode até exigir muito mais planejamento e energia, além de criar mais ansiedade e preocupações, mas não é só isso. Viajar para Orlando com bebês e crianças pequenas é também viver a magia da Disney sob o olhar dos pequenos, da maneira mais pura e encantadora existente. É emocionante, único e especial DEMAIS!

Se você decidiu encarar essa viagem, que legal! Fico muito feliz e animada por vocês porque sei que todo o esforço vai valer a pena. Minha idéia hoje é dar todas as dicas e responder as principais dúvidas que aparecem quando a gente começa a planejar uma viagem com bebês e crianças pequenas para Orlando.

Pode dar trabalho, mas vale muito a pena! Viajar com bebês é uma delícia também!

Pode dar trabalho, mas vale muito a pena! Viajar com bebês é uma delícia também!

Para fazer esse post o mais completo possível, pedi ajuda de vocês no nosso instagram para saber todas as dúvidas sobre viajar com crianças pequenas. Li TODAS as mensagens que vocês mandaram e tentei responder as principais dúvidas aqui. Então se prepare que esse post virou um verdadeiro guia prático, dos bem grandões, mas recheados de dicas!  😉

Tudo aqui é pensando em crianças até uns 3 anos principalmente. Algumas dicas se aplicam também a crianças mais velhas, e se vocês quiserem posts específicos sobre outras idades, é só comentar aí embaixo pedindo. Como um todo, acho que boa parte das dicas para crianças pequenas mas não bebês, já estão cobertas nesse outro post, então hoje vou focar nas menorzinhas mesmo – minha especialidade, já que a Julia tem 2 anos e meio e vai pros parques desde os 4 meses.  

Orlando com bebês: guia prático para viajar com crianças bem pequenas

Engraçado como cada etapa da viagem com um bebê tem aspectos muito particulares, né? Fiquei quebrando a cabeça para ver como falar de tudo aqui, então resolvi dividir por assuntos. Assim você pode olhar só os temas que te interessam.

Vale a pena ir com bebê? Qual a melhor idade?

Essa opinião é pessoal mas acho que muita gente confunde valer a pena com lembrar da experiência, e eu acho que são duas coisas completamente diferentes.

Eu sei que a Julia não vai lembrar de vários momentos especiais que a gente viveu nos parques, mas nem por isso eles foram menos mágicos ou menos felizes. Ela ficar completamente boquiaberta ao ver as princesas ou a primeira vez que ela assistiu a parada no ombro do Felipe, é uma lembrança que só a gente vai ter, e ela vai esquecer – já até esqueceu inclusive! Mas a alegria que ela viveu não é menos verdadeira porque ela não lembra.

A Julia não vai lembrar, mas a gente lembra de cada momento!

A Julia não vai lembrar, mas a gente lembra de cada momento!

Eu acho que vale a pena proporcionar esses momentos tão felizes para as crianças pequenas sim, mesmo que elas não lembrem depois. Então para mim, a viagem vale a pena para os bebês a partir do momento que eles começam a realmente aproveitar de alguma forma todos os estímulos que a Disney oferece. Cada criança é diferente, mas para a Julia já foi ficando legal a partir de 1 ano e MUITO legal a partir de pouco mais de 1 ano e meio. Antes disso ela acompanhava bem, mas não mudava a vida dela não.

Outro lado importante é pensar nos adultos ou no resto do grupo. Mesmo que a viagem não seja planejada para o bebê, ele não precisa ser excluído, né? A Julia foi nos parques antes de aproveitar porque foi com a gente, com nossa família e tudo bem! A gente sabia que ela não estava particularmente ligando para aquilo tudo, mas ela acompanhou super bem. Ela é muito parceirinha!

Os pais, irmãos mais velhos e outros familiares também merecem aproveitar e não tem nada de errado em planejar a viagem ou pelo menos parte dela pensando nas preferências dos outros também! É ter aquela preparação extra para que o bebê consiga estar bem atendido o tempo todo, e ele vai ser um belo companheirinho como a Juju sempre foi!

A gente não foi no California Grill por causa da Julia, mas ela acompanhou super bem.

A gente não foi no California Grill por causa da Julia, mas ela acompanhou super bem.

Aceite a realidade de cada idade

Se você está lendo este post, eu já sei de todo o cuidado e carinho que você está colocando no planejamento da viagem. Talvez seja desnecessário dizer, mas não custa lembrar que uma criança pequena muda completamente o ritmo da viagem e aceitar esse novo ritmo é essencial para ninguém se frustrar em Orlando.

Quanto mais focada a viagem for nas criancinhas menores, mais o ritmo é afetado. Elas têm vontade própria e isso significa que vão dormir na hora da atração que você queria que eles vissem, que podem estar de mal humor ou fazer cocô bem na fila pra ver o Mickey, que podem achar o esguicho de água ou o vento batendo na árvore mais interessante do que aquele brinquedo que você esperou uma hora na fila pra mostrar pra ele….é assim mesmo ué!

Para os bebês menorzinhos então, as paradas para mamar ou trocar de fralda são constantes. Isso tudo toma tempo e significa que você vai ter que encarar uma de duas possíveis realidades: ou você vai demorar mais tempo para aproveitar cada parque ou você pode optar por conhece-los parcialmente – e tudo bem!

Os balões impressionam mais que muitas atrações, mas é assim mesmo.

Os balões impressionam mais que muitas atrações, mas é assim mesmo.

Levar isso tudo em conta na hora do planejamento, deixando mais dias para parques como o Magic Kingdom e encarando com leveza todos os imprevistos ou vontades do bebê, fazem a viagem toda menos estressante. Não estou dizendo que você não vai aproveitar, tá? Longe disso! Mas é preciso saber que viajar com criança pequena é sim bem diferente do que viajar sem elas. Você aproveita menos algumas coisas e mais outras. Meu conselho é valorizar o “copo meio cheio” e todas as coisas que ficam mais legais com os pequenos.

Viajando de avião com bebês

Esse assunto é tão cheio de detalhes e dicas que merece um post por si só – e esse post já existe. Clique aqui para acessa-lo. Não faria sentido nenhum repetir tudo aqui, então hoje só vou te lembrar das coisas principais! Jogo rápido:

  • Carrinho: eu gosto de ter um carrinho de viagem que cabe no maleiro do avião (tenho esse aqui), mas caso você não tenha um desses, vai precisar despachar o seu carrinho na porta do avião e esperar por ele também logo na saída. É um pouco chato porque todo mundo passa na sua frente na fila da imigração enquanto você espera o carrinho, mas para as crianças maiorzinhas, é o jeito. Se o seu bebê for menor, o canguru pode valer mais a pena para esse momento. Durante o resto da viagem, você vai querer um carrinho, pode ter certeza.
  • Atividades pro avião: entretenimento para a Julia no avião é tão importante para mim quanto levar meu passaporte. Ela sempre se comporta no vôo, mas é só porque ela encontra coisas pra fazer. Livros de colorir, livros de adesivo, joguinhos no tablet, massinha: escolha suas ferramentas e boa sorte!  
  • Comida no avião: outro mito é que você não pode levar comida pro seu filho no avião. Pode sim, eu sempre levo para Julia. Você precisa separar e nos EUA, eles vão checar antes de te deixar entrar no avião, mas você pode levar tanto leite em pó como comida no pote térmico para o bebê comer no avião sim!

Sobre alimentação

De longe o assunto que recebi mais perguntas! No fundo se nosso bebê come bem, tudo fica mais fácil. Cada idade tem suas particularidades, então vou falar de cada uma delas.

Fase do leite exclusivamente

Se o seu filho mamar só no peito, não tem muito segredo, né? Vale apenas você saber que nos parques há um espaço muito gostoso no Baby Care Center que você poder dar de mamar com calma, em paz, longe do sol, do barulho e tudo o mais. Eu adoro esse espaço e já contei mais dele aqui.

Se o seu bebê tomar alguma fórmula, é importante você pesquisar se ela existe ou não nos EUA e trazer o seu estoque na mala do Brasil se for preciso. A Julia não se adaptou bem com as fórmulas dos EUA mesmo depois que a gente se mudou pra cá, porque ela estava acostumadíssima com Aptamil, que não é vendido por aqui. Toda visita tinha que trazer umas latas de leite pra gente, se não a gente não recebia! haha

Resumindo a história dos leites: o Enfamil é encontrado facilmente em praticamente qualquer supermercado ou farmácia. O NAN não é vendido também, mas a Nestlé tem outro leite da sua marca Gerber, que inclusive é o único que a Julia aceitava na falta do Aptamil. O Enfamil é completamente diferente do leite da Gerber ou do Aptamil (sim, eu experimentei todos!) então a criança que gosta de um, não vai gostar do outro mesmo. Para as crianças mais velhas que gostam de Leite Ninho, aqui ele é encontrado pelo nome Nido, Neston encontramos no Publix como Nestum e Sustagem já vi só em supermercados brasileiros.

O leite Ninho nos EUA é Nido.

O leite Ninho nos EUA é Nido.

No avião, você pode viajar com a quantidade de leite que vai precisar ao longo do percurso também. Eu sempre deixava o leite na medida certa já dentro da mamadeira fechada e levava uma mamadeira extra para medir a água. Na hora de passar pela segurança, você precisa sempre separar o leite e qualquer água que você traga para o bebê. Na verdade, você pode pegar água quente ou fria no avião mesmo, mas se você quiser levar na garrafa térmica, pode também. É só separar na segurança e avisar que é para o bebê.

Leite da Enfamil e da Gerber (Nestlé) são os mais fáceis de achar em Orlando.

Leite da Enfamil e da Gerber (Nestlé) são os mais fáceis de achar em Orlando.

Nos parques de Orlando, você consegue água quente em qualquer restaurante fast-food. É só pedir! Além disso, no Baby Care Center (que tem a salinha para amamentação), tem também microondas, aquecedor de mamadeira e água quente, para você poder aquecer o leite por lá também. Em geral é mais prático parar em qualquer restaurante para isso, mas se você por acaso preferir dar a mamadeira em um lugar mais calmo, o Baby Care Center é sua melhor opção.

O Baby Care Center do Epcot. Cada parque temático da Disney tem um.

O Baby Care Center do Epcot. Cada parque temático da Disney tem um.

No hotel, a maioria tem microondas na praça de alimentação, além de alguns terem no quarto também. Em geral você também encontra algum café onde pode pedir água quente se preferir. É sempre bom verificar toda a estrutura do seu hotel com cuidado na hora de escolher onde vai ficar, mas falo melhor disso mais pra frente.

Fase das papinhas

Se o seu bebê comer papinhas e ainda tomar leite, não deixe de ver as dicas sobre os leites encontrados nos EUA aí em cima, tá? Sobre as papinhas mesmo, você encontra uma variedade surreal no supermercado se o seu bebê aceitar bem as papinhas prontas. Eu nunca tive essa sorte porque a Julia é exigente desde antes de aprender a falar e só gosta de comidinha de verdade. Eu bem que tentei!  

Se você quiser dar papinhas prontas para seu bebê na viagem, minha dica é tentar acostumá-lo com isso gradativamente, desde bem antes da viagem. Esse foi meu erro com a Julia que pretendo corrigir quando tiver mais um! hehe

Se você quiser papinhas mais saudáveis e orgânicas, pode gostar de dar uma passadinha no Whole Foods. Se você quiser só a opção mais prática, vai encontrar várias opções na Target e Walmart mesmo.

Você encontra diversas papinhas em todos os supermercados.

Você encontra diversas papinhas em todos os supermercados.

Se o seu bebê virar a cara para as papinhas prontas (como a Julia sempre fez) e você decidir que prefere ir pra cozinha para resolver isso, o lado bom é que você encontra muitos ingredientes bons, já partidos e descascados, sem custar muito caro nos supermercados de Orlando

Para alimentos frescos os meus preferidos são o Trader Joe’s (melhor equilibro de preço e qualidade) e o Whole Foods, mas o Publix também é excelente.

Só tenha certeza de escolher um hotel que vai te oferecer toda a estrutura que você precisa para cozinhar. Para não ir todo dia pra cozinha, eu sempre preferi fazer papinhas em grandes quantidades, depois comprava ou ziploks ou potinhos para congelar (que são bem baratinhos) e guardava tudo no freezer. No mesmo dia já fazia umas 2 ou 3 papinhas diferentes, congelava e não me preocupava mais com isso!

Papinhas orgânicas do Whole Foods. Você também encontra algumas na Target.

Papinhas orgânicas do Whole Foods. Você também encontra algumas na Target.

De manhã era só esquentar e colocar num pote térmico, ou levar num pote também térmico fria mesmo e esquentar no parque, no microondas do Baby Care Center (que é só para esquentar leite, comida e papinha de crianças mesmo). A minha preferência sempre foi já levar quente para não precisar ficar dependendo do Baby Care Center se eu quisesse dar comida pra Julia a qualquer momento. Eu tenho esse potinho aqui que mantém quente por um bom tempo, e me atende bem. 

Fase comida

Aqui tudo vai ficando mais fácil. Tá certo que algumas crianças que são mais fácil para comer do que outras. Como eu já disse aqui, a Julia sempre foi das mais difíceis, então até hoje quase sempre levo alguma coisa pra ela nos parques. Ela até come pizza um dia aqui ou ali, mas se recusa a viver vários dias à base de comida de parque. 

Minha sina com a Julia é ir pra cozinha e levar marmitinha sempre.

Minha sina com a Julia é ir pra cozinha e levar marmitinha sempre.

Todos os restaurantes dos parques tem menus infantis. Nos restaurantes fast-foods, você vai encontrar muito nugget, pizza e cheeseburger, mas se procurar, todo parque tem opções melhores pelo mesmo preço, como a gente já mostrou aqui.

Nos restaurantes com serviço de mesa, do tipo mais tradicional, você pode pedir do menu infantil ou deixar seu filho comer do seu prato mesmo. Nos restaurantes buffets dos parques, crianças a partir de 3 anos pagam um preço infantil, enquanto crianças menores podem comer sem pagar.

Fora dos parques, acho bem mais fácil nessa fase, até mesmo pra Julia. É só conhecer a preferência da criança e procurar os restaurantes de acordo. Não faltam opções de restaurantes de comida brasileira, ou steakhouses com carnes ótimas (a Julia já é fã do Longhorn) ou restaurantes italianos com um bom e velho macarrão com molho que agrada a maioria das crianças.

No caso dos italianos, minha dica é sempre dar preferência para molho pomodoro e não marinara, caso o restaurante italiano tenha as duas opções. O marinara é bem mais condimentado e apimentado, enquanto o molho pomodoro se assemelha mais à versão brasileira (ou italiana também), do molho de tomate.

Por aqui macarrão com molho salva bem!

Por aqui macarrão com molho salva bem!

Sei que existem algumas empresas em Orlando que fazem papinhas para bebês e comidinhas para crianças em marmitinhas, mas como eu não testei nenhuma, não me sinto à vontade para indicar. Se você conhecer alguma, conta pra gente aí nos comentários que vou tentar experimentar algumas e assim que tiver uma opinião mais concreta, posso falar sobre elas aqui.

E se sua criança também for das mais difíceis para comer como a Julia, veja mais dicas sobre esse assunto aqui

Sobre os parques

Chegamos na melhor parte! 🙂

A primeira dica aqui é pegar leve na programação e fazer as coisas com bastante tempo. Com crianças menores, prefira fazer menos parques em mais dias. Para os parques mais cansativos e com mais atrações de interesse, como especialmente o Magic Kingdom, se você achar que vai ser difícil ter pique para ficar o dia todo, vá um dia para aproveitar a parte da manhã e o começo da tarde e volte em uma outra data para curtir o fim da tarde e a noite. Se possível, assista a parada nos dois dias, porque pelo menos aqui, é a parte que a Julia mais ama!

Cada um conhece melhor do seu bebê, mas muitas vezes, se os pais tem pique para passar o dia inteiro, principalmente em uma viagem mais curta, os bebês acompanham. A Julia pelo menos nunca foi de fazer cerimônia para dormir no meio do barulho do parque não.

Quais parques visitar?

A escolha dos parques é sempre muito pessoal, mas vou falar aqui os parques que mais agradam crianças pequenas normalmente. Isso dito, todos os parques de Orlando trazem atrações básicas para crianças menores, então se o restante do grupo quiser visitar qualquer outro parque, as criancinhas serão bem entretidas neles também.

Visitar o Magic Kingdom e ver a parada pelo menos uma vez, pra mim é programação obrigatória com crianças ou bebês.

Visitar o Magic Kingdom e ver a parada pelo menos uma vez, pra mim é programação obrigatória com crianças ou bebês.

Por exemplo, o Epcot não é exatamente um parque para crianças menores, mas traz algumas atrações que a Julia gosta bastante (a do Nemo e a de Frozen) e tantos encontros com personagens ao longo do dia, que é um dos parques que ela mais visitou.

Pensando em uma ordem começando dos parques mais voltados para bebês até os menos indicados para eles, minha lista seria:

Quais atrações ir com bebê?

A limitação das atrações é sempre por altura e nunca por idade. Caso a atração não tenha restrição de altura, o bebê pode ir com você. Para mim é sempre um momento emocionante quando a Julia chega na altura de alguma atração nova, fico sempre impressionada porque pra mim ela ainda é meu bebê, mas já pode ir em algumas atrações mais leves e daqui a pouco eu vou piscar e ela já vai poder ir até no Slinky Dog Dash. Não sei se estou pronta para isso!

Veja aqui as atrações com restrições e as respectivas alturas permitidas.

A Julia já tem altura pra ir nessa atração. Fico chocada! hahaha

A Julia já tem altura pra ir nessa atração. Fico chocada! hahaha

Ingressos e recursos

Crianças menores de 3 anos não pagam ingresso e crianças entre 3 e 9 anos pagam ingresso infantil (que é levemente mais barato do que o ingresso de adulto) nos principais parques de Orlando. Mesmo sem ingresso, as crianças com menos de 3 anos podem ir nas atrações que não trazem restrição de altura (ou que elas já tenham altura pra ir) com seus pais numa boa, seja na fila normal ou na fila de fastpass+.

Falando em Fastpass+, não se esqueça de ver quais atrações oferecem Rider Switch ou Child Swap, um SUPER benefício para evitar filas para os adultos viajando com crianças pequenas, como já explicamos detalhadamente nesse post e no vídeo abaixo.

Bebê sem ingresso também acompanha na fila de fastpass+, viu?

Bebê sem ingresso também acompanha na fila de fastpass+, viu?

Baby Care Center

Se você quiser uma pausa ao longo do dia, um lugar mais ajeitado para trocar seu bebê, um canto para esquentar uma papinha para ele comer ou até para amamentar, lembre-se da existência do Baby Care Center em todos os parques temáticos da Disney. Os da Universal também têm uma versão parecida. Para saber mais sobre este espaço, clique aqui.

Veja que você pode trocar o seu bebê em qualquer banheiro. Você sempre vai encontrar um trocador em qualquer banheiro do parque, mas o mais bem cuidado (o único até acolchoado) e limpinho vai ser sempre o do Baby Care Center.

Para as criancinhas que começaram a usar o banheiro, não espere encontrar aquelas privadinhas de criança em todos os banheiros não. Elas existem mas são mais raras. Normalmente é mais fácil ter um adulto para segurar a criança para ajuda-la a se equilibrar, ou um desses suportes para transformar qualquer vaso em adaptado para crianças. Achei esse adaptador da imagem abaixo bem legal e vi ótimas recomendações, então acabei de comprar na Amazon para Julia junto com esse forro descartável e conto mais depois que a gente usar!

Eu achei isso genial! Depois conto mais!

Eu achei isso genial! Depois conto mais! 

Achou exagero? Mas até parece que você ainda não sabia que eu era a louca da Amazon, né?

Sobre o carrinho de bebê

Durante o dia passeando pelo parque, sem dúvida o seu melhor amigo vai ser o carrinho de bebê, porque a coluna de ninguém é obrigada a passar por esse aperto de carregar o bebê o dia todo, né? Você vai ter que avaliar que tipo de carrinho te atende melhor para escolher a sua melhor opção: levar o seu do Brasil, comprar um lá ou alugar.

Os parques alugam carrinhos para crianças maiores (que curiosamente precisam menos do que os bebês, haha). A Julia com seus dois anos e meio já fica super bem nesse carrinho alugado, mas não serve para bebês mesmo. Para os menorzinhos a solução é alugar com uma empresa terceira, comprar um carrinho simples no supermercado ou trazer de casa.

 

A melhor opção vai depender do tipo de carrinho que você quer. Tem gente que quer carrinho duplo, que quer carrinho que recline, etc. Os carrinhos do tipo guarda-chuva vendido nos supermercados são para mim a opção mais prática e econômica.

Como a gente viaja muito, acabamos comprando este carrinho para a Julia porque ele é extremamente leve, prático e cabe dentro do avião. A gente ama e super recomenda para quem viaja bastante ou quer um carrinho que não ocupe muito espaço. Enfim, avalie o que você faz ou não questão, para avaliar qual dessas opções você vai querer.

Eu nunca aluguei carrinho com empresas terceiras porque achei mais econômico e prático comprar o meu. Dificilmente acho que alugar compensa, mas se alguém tiver experiência com aluguel, conta pra gente aí embaixo que com certeza vai ajudar outros pais nessa decisão. 🙂

Independente da sua escolha, saiba que perto de todas as atrações da Disney, você vai encontrar um estacionamento de carrinhos. Como praticamente nunca o carrinho pode entrar na atração, você precisa primeiro estacioná-lo, vai para atração e depois volta para buscá-lo. Não estranhe se o carrinho não estiver exatamente no mesmo ponto que você deixou, pois há sempre um funcionário da Disney arrumando a fila de carrinhos e ele pode acabar mudando um pouco o seu carrinho de lugar.

A mochila para o parque

Você já faz a bolsa do seu bebê todos os dias e vai saber facilmente o que levar pra ele aqui, mas o que eu nunca deixo de levar é:

  • Pote térmico com comidinha
  • Garrafinha de água
  • Protetor solar nos dias de sol, porque toda vez que esqueci tive que comprar outro no parque
  • Leite: quando a Julia era menor, levava uma medida do leite dela na mamadeira fechada e misturava de água no parque. Você consegue água quente em praticamente qualquer restaurante ou no Baby Care Center também.
  • Troca de roupa, casaco, fralda, trocador e paninhos.
  • Óculos escuros: eu avisei que minha filha é fresca, né? hehehe mas falando sério, o sol da Flórida é forte quase o ano todo e logo começou a incomodá-la. Se for comprar um óculos para a criança, lembre-se de comprar um com proteção UV, tá? Os da Disney mesmo tem!
  • Lanchinho: normalmente levo uma fruta pra Julia. Você até acha em alguns pontos dos parques, mas é mais caro, normalmente não tão bonita, então eu normalmente levo.

Sobre a hospedagem

O meu processo de decisão sobre o hotel que vou ficar com bebê passa pelos seguintes pontos:

  • berço
  • banho
  • lavanderia
  • alimentação

Para acomodar os bebês, a maioria dos hotéis tem um bercinho de grade ou um pack ‘n play (veja as duas fotos abaixo para comparar os dois). Eu pessoalmente prefiro o pack ‘n play para os bebês menorzinhos porque as grades do berço de hotel são meio grandes, mas a verdade é que os dois funcionam.

Nunca dormi com a Julia muito pequena na cama porque sou filha de pediatra e minha mãe me contou histórias horríveis de pais que sufocaram os filhos dormindo. Pode ser um extremo, mas pelo sim, pelo não, preferia deixar ela no berço. Hoje em dia se eu subo na Julia dormindo acho que ela dá com o pé na minha cara. hahaha ela já defende bem o espaço dela!

Só achei a foto do pack 'n'play no cruzeiro, mas é o mesmo modelo usado em muitos hotéis.

Só achei a foto do pack ‘n’play no cruzeiro, mas é o mesmo modelo usado em muitos hotéis.

O berço mais tradicional com grades largas.

O berço mais tradicional com grades largas.

Para a hora do banho, você pode tentar usar a banheira padrão do hotel ou comprar uma banheira portátil que não é nada cara e pode ser usada em outras viagens também. A gente tem uma dessas de pato, que vende na Amazon ou na Target e que foi excelente para as primeiras viagens da Julia. Fora que ela amava o pato!

A banheira da Julia quando ela era menor.

A banheira da Julia quando ela era menor.

Se você for menos fresco que eu ou se o seu bebê já for maiorzinho, a banheira do hotel também funciona direto. Só por favor, não tente dar banho com sua criança no colo porque há vários relatos de acidentes com a criança escorregando nessa situação. Filha de pediatra que escutou os casos horríveis, lembra? Uma vez eu fui só levantar a Julia da banheira mesmo e ela já quase escorregou. Eles são mais molinhos, né? Melhor ter cuidado! hehe

Outro ponto importante é lembrar como criança pequena suja UMA-ROUPA-ATRÁS-DA-OUTRA.  Eu acho muito mais fácil ficar em um lugar com fácil acesso à lavanderia e sempre lavar as roupas do que ter que levar mil trocas para o bebê. Quanto mais novo o bebê, mais trocas de roupa e mais importante considerar a lavanderia na escolha do hotel.

Hotéis tipo condo normalmente trazem lavanderia no apartamento mas boa parte dos hotéis padrões, inclusive os da Disney, possuem uma lavanderia (paga à parte), em uma área comum, que você pode utilizar também.

Lavanderia paga à parte do Cabana Bay, da Universal.

Lavanderia paga à parte do Cabana Bay, da Universal.

Sobre a alimentação, já falei um pouco sobre isso mais no começo do post, mas você precisa ver exatamente que tipo de estrutura você vai precisar no seu hotel. Um microondas na praça de alimentação é o suficiente ou você quer um quarto com microondas próprio? Ou você pretende fazer comida e precisará de uma cozinha completa?

Quando a Julia era menor, hotéis do tipo condo, que são como apartamentos com sala, cozinha completa e máquina de lavar roupas, eram de longe meus preferidos. Aliás, a gente adora este tipo de hotel desde antes da Julia existir, desde antes da gente casar! E continuamos adorando até hoje.

Cozinha completa facilita muito a vida com bebês e crianças pequenas. Detalhe: olha as minhas caixas da amazon em cima da geladeira. hahaha

Cozinha completa facilita muito a vida com bebês e crianças pequenas. Detalhe: olha as minhas caixas da amazon em cima da geladeira. hahaha

Pesando os prós e contras, não sou exatamente a maior fã de alugar casa (já falei os benefícios e pontos de preocupação sobre esta experiência aqui). Acho que com bebê, um hotel (ou um condo) traz uma estrutura melhor de suporte, segurança, limpeza e manutenção caso você precise de qualquer coisa. Redes como Sheraton e Marriott oferecem diversas opções de hospedagem nesses moldes de condo, que une o melhor de uma casa alugada com o melhor de um hotel.

E os hotéis da Disney?

Não é segredo pra ninguém que eu amo os hotéis da Disney e até parece que filha minha e do Felipe não ia ser APAIXONADA por essa bolha Disney também, né?

O melhor benefício de ficar dentro da Disney é sem dúvida o clima, em especial para crianças a partir de 1 ano /1 ano e meio. A Julia nessa fase já ficava encantada e quanto mais velha a criança fica, mais detalhes ela vai percebendo e mais o clima Disney tem um peso na decisão à favor destes hotéis.

A Disney oferece inclusive hotéis com cozinha completa, como os condos que eu falei, só que na Disney são chamados de Villas. São mais caros, mas podem ser uma opção super válida também, com alguns outros benefícios. Os chalés do Fort Wilderness são tão legais que nem precisavam ficar na Disney para eu querer me hospedar lá. Já os apartamentos completos do Animal Kingdom Lodge com vista para os animais da savana são um sonho de consumo – mas um sonho caro que ainda não realizei. Ali só fiquei no quarto padrão.

A bolha Disney é especial, né?

A bolha Disney é especial, né?

No fundo é a velha regra de sempre: você precisa balancear os benefícios de se hospedar na Disney (e a gente já listou todos aqui) com o preço adicional e ver se a conta fecha no seu orçamento ou não. Se fechar, legal! Se não fechar, não se preocupe que tem muitas outras opções de hotéis ótimas em Orlando. Nós mesmo já ficamos mais fora da Disney do que dentro com a Juju.

Sobre transporte e cadeirinha

A gente já tem um post com dicas de como escolher seu transporte e outro só com dicas para aluguel de carros. Não tenho a menor intenção de repetir tudo que já foi dito antes, então aqui vou só focar no que é particular de quem viaja com criança pequena.

Se você for alugar carro, vai precisar da cadeirinha de bebê. A regra é que crianças até 5 anos precisam de alguma proteção extra. Crianças até 3 anos, precisam da cadeirinha de bebê, sendo que crianças com menos de 1 ano ou menos de 9kg precisam usar a cadeirinha virada para trás. Crianças de 4 ou 5 anos podem usar o seat booster em vez da cadeirinha e crianças a partir de 6 anos não são obrigadas a utilizar proteções adicionais, além do cinto de segurança.  

Você pode alugar a cadeirinha com a locadora de carro, trazer a sua do Brasil ou comprar uma em Orlando. Eu acho muito trambolho trazer a cadeirinha do Brasil, então minha dica é avaliar o que vale mais a pena: comprar uma cadeirinha para a viagem ou alugar junto com o carro. Veja quanto a cadeirinha está adicionando na sua locação para fazer essa comparação e você terá sua resposta. Para viagens maiores, normalmente vale a pena sim comprar a cadeirinha. Na Amazon e no Walmart você acha os modelos mais simples por cerca de 40-50 dólares.

Muitas vezes vale a pena comprar cadeirinha.

Muitas vezes vale a pena comprar cadeirinha.

O contraponto aqui é como você vai transportar o bebê até ter comprado a cadeirinha. Por lei, o bebê precisa sempre estar na cadeirinha e você pode ser multado caso não respeite essa regra (fora o perigo que você já sabe para o bebê), então avalie o que acha melhor.

Uma alternativa para este primeiro trecho antes de comprar a cadeirinha para o carro ou uma opção definitiva caso você não queira alugar carro é pegar um Uber com cadeirinha, mas acho importante avisar que não é garantido que você vai encontrar sempre esta opção disponível.

Eu pelo menos sempre vi Uber com cadeirinha disponível no aeroporto, mas em vários outros pontos da cidade (inclusive parques) já não consegui encontrar. Além do que, em geral a cadeirinha que os motoristas de uber trazem são para crianças maiores. Os bebês que ainda usam a cadeirinha virada para trás, podem encontrar mais dificuldade.

Para ser sincera eu já entrei com a Julia em um Uber com ela no meu colo, porque foi algo não planejado, e ninguém reclamou não, mas é uma opção que eu contaria para viagem inteira até pelo motivo de segurança mesmo.

Se você não quiser alugar carro e quiser se locomover com a cadeirinha de bebê, provavelmente transfer privativo com cadeirinha acaba sendo sua melhor alternativa. Ficar em hotel com transporte para os parques também passa a ter mais vantagem.

Sobre médico e doenças

A gente torce sempre para ninguém precisar de médicos em Orlando, mas nós já precisamos para a Julia, dentro e fora dos parques.

Dentro de todos os parques há um ambulatório. Chegando, olhe o mapa e já identifique onde ele fica só por garantia. A Julia só visitou o ambulatório do Epcot uma vez, quando estava correndo a noite em volta da nossa mesa, no pavlhão da França enquanto a gente tomava um sorvete. Acabou caindo, se ralou e cortou a língua. Chegamos no ambulatório, olharam o machucado dela, montaram uma bolsinha de gelo pra ela e deram alguns adesivos para acalmá-la. Graças a Deus nossa experiência em ambulatório de parque parou por aí.

Sempre olhe no mapa dos parques onde fica o ambulatório ("First Aid").

Sempre olhe no mapa dos parques onde fica o ambulatório (“First Aid”).

Sabe aquela história de que as crianças ficam doentes quando vão pra escola e tem contato com as outras crianças? Pra gente isso aconteceu na Disney em vez da escolinha. Sei lá se uma criança doente beijou o Mickey antes da Julia, só sei que quando ela era bem bebê (e algumas vezes depois disso também), ela acabou pegando alguma virose, que evoluiu para uma infecção no ouvido e até precisou de antibiótico. Depois de algumas experiências ruins, meu lugar de confiança que gosto muito para atendimento médico é essa clínica pediátrica em Winter Park. Fale com seu plano e já peça para ir direto pra lá. Dá pra marcar hora direto pelo site. Para coisas mais urgentes ou fora do horário da clínica, recomendo o pronto socorro do Dr. P. Phillips Hospital (este para adultos e crianças).

Veja mais dicas do que fazer se ficar doente em Orlando aqui. E veja aqui nossas dicas sobre seguro viagem.

Sobre além dos parques

Quem viaja com tempo e disposição sabe que Orlando tem muito mais do que os parques temáticos, e isso é válido para todas as idades. Você vai encontrar várias programações para a família toda que as crianças acompanham bem, como um jogo da NBA (com o playground super legal do Orlando Magic), um passeio no Disney Springs, ou visitar uma das muitas maravilhosas praias próximas; e tem também outras atividades mais voltadas para as crianças. O Crayola Experience é sensacional para a maioria das crianças pequenas e bebês que já sabem que o giz não é pra ser mastigado! 🙂

O playground infantil no Amway Center, onde acontecem os jogos da NBA em Orlando.

O playground infantil no Amway Center, onde acontecem os jogos da NBA em Orlando.

Toda criança gosta de desenhar, e as experiências oferecidas ali são divertidas, criativas e educativas, sem pesar muito no bolso. O legal é que enquanto um adulto fica acompanhando no Crayola Experience, os outros podem aproveitar as compras no Florida Mall.

O Crayola Experience é sensacional e a Julia já deu um pulo do emu lado aqui enquanto eu escolhia uma foto pra colocar aqui no post. Falou "mamãe, olha que engraçado! Vamos lá?".

O Crayola Experience é sensacional e a Julia já deu um pulo do emu lado aqui enquanto eu escolhia uma foto pra colocar aqui no post. Falou “mamãe, olha que engraçado! Vamos lá?”.

Nos dias de calor, nada melhor do que água para as crianças de qualquer idade. Tanto a piscina do hotel como os parques aquáticos fazem sucesso em qualquer idade. A Julia fica eufórica toda vez que a gente leva ela em um!

Outra programação que as crianças amam, que podem acontecer dentro ou fora dos parques, são as refeições com personagens. Nada melhor do que encontrar os personagens queridos com a praticidade de não precisar esperar numa fila, e ainda com a refeição incluída. Clique aqui para ver quais personagens encontrar em refeições e clique aqui para ver as melhores e piores refeições com personagens.

A Julia amou conhecer as princesas no almoço. Só não entendia porque as princesas iam embora pra ver outras mesas, mas tudo bem. Hoje ela já pegou o jeito.

A Julia amou conhecer as princesas no almoço. Só não entendia porque as princesas iam embora pra ver outras mesas, mas tudo bem. Hoje ela já pegou o jeito.

Eu ainda não conheci, mas recebi a recomendação de uma amiga que mora em Orlando do Monkey Joe’s, que é como um playground interno cheio de pula-pulas. O legal é que tem uma área especial só pra crianças até 3 anos de idade. Assim não tem aquela bagunça das crianças grandonas atropelando as menorzinhas, sabe? Ainda não levei a Julia, mas aqui você consegue ver fotos do espaço. Quando eu levar, eu conto mais!

Além de tudo isso, se o orçamento e o tempo de viagem permitir, não tem programação além dos parques que a gente ame mais do que um cruzeiro Disney. São perfeitos para a família toda aproveitar e também descansar. Se couber na sua programação, tente deixar o cruzeiro para o final da viagem. Assim vocês conseguem descansar da maratona de parques e com certeza esta será a cereja do bolo da viagem. A gente tem muitas outras dicas de cruzeiro aqui e já estou escrevendo um post para cruzeiro com crianças pequenas, que vou publicar aqui já já também. 😉

O pateta aparecendo de surpresa para dançar sem pressa com as crianças, é o tipo de interação que só nos cruzeiros mesmo.

O pateta aparecendo de surpresa para dançar sem pressa com as crianças, é o tipo de interação que só nos cruzeiros mesmo.

Sobre as compras para/com crianças

Os itens para crianças ou bebês estão entre os que mais vale a pena comprar nos EUA. Não vou repetir tudo que já falamos aqui no blog, então seguem alguns links com mais informações.

  • Se você quer comprar coisas para bebê, veja aqui a lista completa de enxoval para os primeiros dois anos do bebê.
  • Clique aqui para ver a lista de lojas onde comprar coisas para bebê. Foi pensando no enxoval que fiz o post, mas continue comprando roupas pra Julia em algumas dessas lojas até hoje. Em especial a Gap e a Target.
  • Clique aqui para ver onde comprar brinquedos em Orlando, bem mais barato do que no Brasil!

Uma dica extra para os adultos: provavelmente para vocês, parte dos passeios além dos parques vai incluir compras, certo? A gente tem uma técnica que funciona muito bem para distrair a Julia durante as compras.

  • Nos supermercados: antes de começar as compras, a gente passa na área de brinquedos ou de lembrancinhas Disney (melhor a de lembrancinhas que ela não perde o foco) e deixa ela escolher algum bichinho para acompanha-la durante o passeio. Ela tem que cuidar do bichinho (que 99% das vezes é a Minnie) durante o passeio e isso a mantém distraída boa parte do tempo para ela deixar a gente fazer as compras com calma.   
  • Nos shoppings: se eu quero entrar em uma loja para experimentar roupa ou procurar algo com calma, o Felipe dá uma volta com a Julia pelos corredores e procura alguma loja ou quiosque com qualquer besteirinha ou brinquedo para distraí-la. A gente não costuma comprar nada nessas horas, mas conseguimos distraí-la bastante tempo falando “Ju, olha isso! Olha aquilo”. É claro que a gente compra brinquedo pra ela na viagem e já demos dicas para isso aqui, mas deixar ela mexer e ver os brinquedos, ajuda a gente a se revezar e fazer nossas compras com mais calma também.
Sempre deixo a Julia pegar um bonequinho pra acompanhar no supermercado.

Sempre deixo a Julia pegar um bonequinho pra acompanhar no supermercado.

Sobre grupos com várias idades: como é com o bebê?

Nem tinha pensando em falar sobre isso, mas foi uma das dúvidas que vocês me mandaram no instagram, então acho bom esclarecer aqui também.

A gente já tem um post com dicas para viajar em grupos grandes aqui, mas para mim a principal regra é que ninguém nasceu grudado. Se o seu grupo é mesclado e você sentir que o ritmo não está sendo ideal para o seu bebê, não deixe isso se tornar um problema. Essa galera que está viajando com você é sua amiga ou sua família, certo? Então não faça cerimônia e fale: galera, pode ir fazendo as coisas de vocês, eu vou aqui no ritmo do meu bebê, vou dar uma pausa agora e depois a gente se encontra. 

Não coloque a pressão de acompanhar o ritmo do grupo nem em você nem no bebê. Do outro lado, também não faz sentido impor o ritmo da criança em todo mundo. Cada um aproveita do seu jeito e com certeza vocês poderão passar bastante tempo juntos – e tempo de qualidade livre dessa pressão de ter que estar grudado sempre. Cada família é de um jeito, mas por aqui esta é a nossa regra máxima.

Dica extra: o que fazer se o seu filho se perder

Hoje que sou mãe, esse é meu maior pavor e acho ótimo já ter conhecido todo o procedimento enquanto trabalhava na Disney (e também quando perdemos minha irmã no parque aquático quando a gente era pequena), porque hoje é muito mais difícil pra mim ser objetiva quanto a isso. Esse é o maior pesadelo de qualquer responsável por uma criança pequena. Apesar disso, acho que “o risco” é maior conforme as crianças crescem, porque as menorzinhas ainda ficam mais no carrinho.

Para ver dicas do que fazer nesse caso viajando com crianças maiores, clique aqui. Para crianças pequenininhas, o principal é saber que não dá pra deixar ela ir correndo nos parques como elas provavelmente terão vontade quando aprenderem a correr, porque tem muita gente em todo o canto. Se você quiser deixar seu filho correr mesmo, volte duas casas e veja a dica de incluir o cruzeiro na viagem! Lá a Julia corre horrores! hehehe

A foto com personagens que não pode faltar.

A foto com personagens que não pode faltar.

Nos parques, eu normalmente seguro firme a mão da Julia pra ela não correr, mas ela na verdade fica a maior parte do tempo no carrinho. Se você quiser deixar seu bebê correr um pouco, uma opção é isso aqui, que eu não consigo pensar em outro nome além de coleira de criança. E olha, eu julgava antes, mas hoje não julgo não. Eu quase comprei uma pra Julia, talvez ainda compre! Conversei com uma mãe que perdeu o filho no aeroporto e hoje ela usa essa mochilinha com a corda e diz que é a tranquilidade dela. Se seu filho quiser correr um pouco na frente, pode ser uma ótima opção. Na amazon tem vários modelos bonitinhos que parecem uma mochilinha com um bichinho atrás.

Nos parques, eles não expõe, mas se você perguntar, eles tem uma versão bem horrível que segura no braço das crianças se você pedir. Eu já vi mas acho que deve machucar um pouco, então não comprei não.

Outras opções que muitos pais usam é deixar uma etiqueta com identificação e contatos numa pulseirinha no seu filho. De todo jeito, se você não encontrar seu filho, na mesma hora peça ajuda de um funcionário da Disney que ele saberá te instruir. Se achar um lixeiro, melhor ainda, porque eles são os mais acostumados a lidar com isso! É super difícil isso acontecer, nem queria tocar no assunto, mas é bom saber como agir nesses casos, né?

Cada sorrisinho ao ver um balão do Mickey, cada abraço em um personagem amado, cada surpresa em uma atração nova, isso tudo vai ficar marcado pra sempre na sua lembrança e eu acredito que também fica no subconsciente do seu bebê que vai viver e ser feliz em cada momento e nova experiência. Aproveite cada minuto dessa viagem e espero que essas dicas te ajudem a ficar um pouco mais preparado e tranquilo para isso! Depois quero saber tudo como foi!!



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