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Star Wars Galaxy’s Edge: como é a nova área de Star Wars da Disney?

Depois de tantos anos de espera, o momento finalmente chegou e eu estou aqui para contar como é a área de Star Wars no Hollywood Studios. Sim, a Star Wars: Galaxy’s Edge só abre oficialmente amanhã, mas eu tive a chance de participar de uma prévia que a Disney ofereceu para quem tem passe anual dos parques há alguns dias, e por isso, estou aqui para contar, o que eu gostei e o que eu não gostei da tão aguardada Galaxy’s Edge.

Antes de mais nada, sempre importante avisar que este post não é um roteiro completo da área de Star Wars por dois motivos: 

  • Primeiro é porque a área é muito nova e como tal, ainda temos muito para analisar e aprender sobre a dinâmica de lotação nos primeiros meses depois do lançamento. Só depois que as coisas estabilizarem é que poderemos oferecer dicas mais permanentes de como aproveitá-la melhor. 
  • E o segundo e principal motivo é porque a Star Wars Land ainda não está completa: a segunda atração, Rise of the Resistance só abre no final do ano e promete ser a mais impressionante da área. Isso sem contar que ainda tem o hotel do Star Wars que vai ser lançado em Orlando, que não vai ser parte da área exatamente, mas com certeza vai enriquecer a experiência dos fãs. 

Resumindo, ainda temos muito chão até poder vir com um guia completo e infalível para você aproveitar tudo da melhor maneira.

Meu objetivo hoje é realmente te contar o que você já pode esperar conhecer na sua visita à Star Wars: Galaxy’s Edge desde já (antes do lançamento da segunda atração), bem como as minhas opiniões sobre tudo que já vivi ali.

A gente já fez também a versão em vídeo das nossas primeiras impressões da nova área, é só dar o play aqui embaixo:

Entendendo a Star Wars: Galaxy’s Edge

Pra começar, vale dar um pouco de contexto que pode te ajudar a aproveitar e entender melhor a história por trás dessa área. A Star Wars Land que foi construída no Hollywood Studios em Orlando e na Disneyland na Califórnia, representa o Black Spire Outpost, que fica no planeta de Batuu. 

O Black Spire Outpost foi um dia um importante posto de rotas comerciais, mas atualmente está abandonado e é basicamente a casa para criminosos e para os rebeldes que querem se esconder da Primeira Ordem. É claro que a gente não vai lembrar desses nomes todos e vai continuar chamando de land do Star Wars, mas sabendo disso de antemão, você consegue entender o estilo mais maltratado das construções, e também a atuação dos funcionários da Disney, que são algumas das coisas que mais gostei da área.

Toda a ambientação é muito bem feita!

Para quem não sabe nada de Star Wars, também não precisa se preocupar com isso, pois a idéia central da Star Wars: Galaxy’s Edge é criar uma experiência divertida e impressionante mesmo pra quem não é fã da saga. Entender esta “historinha”  já vai ser o suficiente para te ajudar a entrar no clima e aproveitar a visita ainda mais. 

Como é a Star Wars: Galaxy’s Edge?

Mas vamos lá, o que você pode esperar da sua visita. 

Lojas e restaurantes

Um dos pontos centrais da área é o mercado, que pelo estilo mais criminoso do planeta, é bem bagunçado e tem aquele ar meio clandestino. Ali você vai encontrar várias lojinhas que vendem todo o tipo de coisa: roupas, brinquedos e itens que foram criados só para contar a história de Batuu. 

É claro que todo mundo que já chega ali super animado com a nova área, fica obcecado pelos produtos e acaba deixando os suados dólares em compras que muitas vezes não vão ser muito úteis no futuro. É difícil não ser pego pelo impulso ali, e as coisas são tão bem pensadas e tão legais, que ninguém vai te julgar se você gastar quase seus preciosos dólares numa roupa jedi ou num sabre de luz, ok? Com certeza você não será o único! 

O mercado é cheio de produtos diversos

No final do mercado ainda existem duas lanchonetes cheia de comidas diferentonas, o Ronto Roasters e o Docking Bay 7. A Re e eu ainda vamos experimentar tudo para depois contar aqui no blog, mas por hora eu já comi o Ronto Wrap, que é um sanduíche de porco (com linguiça e lombo) e um molho bem apimentado no pão sírio e apesar de ter sido meio caro, eu achei o sanduíche bem gostoso.

As lanchonetes tem opções diferentonas

Eu adoro quando a Disney oferece comidas diferentes, que de alguma forma colaboram para a história da área. Só para dar uma idéia de valores, o sanduíche custou 13 dólares e comprei junto uma limonada também cheia das invencionices, que custou 6 dólares. Só para vocês terem uma noção que a comida ali vai custar entre 15 e 25 dólares por pessoa – não tão diferente de outros restaurantes quick service da Disney

O meu sanduíche de linguiça, bem gostoso

Além delas, ali fica também a Cantina da Oga (Oga’s Cantina) que na verdade é um bar, com drinques alcoólicos e não alcoólicos e até chopp! Não tem nenhum pratão de comida ali, só tira gosto, porque é um bar mesmo, mas é lindo demais. O destaque ali é o DJ robô, que é muito engraçado. Apesar de não ser um restaurante exatamente, o Oga’s Cantina é super concorrido e você precisa de reserva para entrar. 

Vale a visita no Oga’s Cantina

Para fazer a reserva, funciona do mesmo modo que as reservas de restaurante da Disney, que já ensinamos como fazer aqui. Você pode tentar ir sem reserva mas a chance de conseguir é sempre bem baixa – vai de sorte (muita sorte) mesmo. Na minha visita até agora, pedi um drink de tequila, chamado Outer Rim, que estava muito bom e custou 16 dólares. O engraçado é que lá dentro, de algum modo, eu esqueci que eu estava na Disney sabe? De tão boa que a tematização é! A gente já fez reserva pra voltar lá e em breve mostramos mais detalhes por aqui.

Essas lanchonetes, bar e mercados ajudam a criar o climão da Star Wars: Galaxy’s Edge e por isso acho super importante dar o devido destaques a elas, mas no fundo a gente quer saber das atrações né?

Mais dos produtos de Star Wars

As atrações da Star Wars Land

Millennium Falcon: Smugglers Run

Por enquanto, a única atração oficial que já abriu é a Millennium Falcon: Smugglers Run, um simulador que se passa dentro da nave mais famosa da saga de Star Wars. Sem a menor dúvida, a experiência já começa ao chegar do lado de fora e se deparar com a incrível reprodução da nave do Han Solo que fica na área externa da atração. É tudo aquilo que quem curte Star Wars queria ter no quintal e sempre sonhou em ver ao vivo. 

Quem não quer uma foto com a Millenium Falcon?

A nave é gigante, a riqueza de detalhes é surreal e dá para tirar umas boas fotos por ali. Acho que é impossível, para qualquer fã de Star Wars, não sentir o impacto de ver a Millenium Falcom ali. Arrisco a dizer que este momento já vale mais do que muita atração por aí. Depois disso tem a fila, que também faz parte da atração. Estar “dentro” da nave, ver os detalhes, incluindo aquela mesa de “xadrez” das galáxias, é de arrepiar.

A famosa mesa de xadrez!

A atração em si é um simulador em que você e mais cinco pessoas vão ter que entrar na Millenium Falcom e ajudar o criminoso Hondo a transportar uma carga roubada. Apesar de ser um simulador, a atração é de certo modo interativa e na preparação para entrar, você recebe uma posição para ocupar dentro da nave: você vai ser ou piloto, ou atirador ou engenheiro. Em cada posição você vai ter que desempenhar o seu papel apertando alguns botões e de fato mexendo nos controles da nave. É claro que se você não fizer o seu papel a nave não vai ficar simplesmente parada lá, mas vai de alguma forma impactar na missão. 

Cada um recebe uma posição na atração

Não vou dar spoilers aqui, mas a atração é bem legal, se você for com a expectativa certa. Quem esperar a atração mais moderna e surpreendente da Disney, pode se decepcionar, porque está longe de ser assim. Eu mesmo achei que a ambientação, o clima e a cenografia são mais legais do que o simulador em si, mas não tem como ir pro Hollywood Studios e não andar na Millenium Falcom. É uma experiência imperdível sim, em especial para os fãs de Star Wars! A brincadeira no simulador ali é só “a cereja do bolo” para finalizar a experiência de entrar nessa nave. 

Para quem nunca viu ou não liga para Star Wars, talvez seja mais difícil justificar o apelo que esta nova atração tem pra mim, justamente porque ela não tem nada de muito inovador ou surpreendente além da cenografia. A Bia (que não liga pra Star Wars apesar das nossas constantes tentativas de convencê-la), achou a atração em si meio sem graça, mas amou a área e o clima proposto ali, do mesmo jeito. Acho que a gente acaba voltando para aquele ponto que a Rê já tinha levantado antes do lançamento da área, né? A experiência é muito mais importante do que a atração em si.

De qualquer forma, um detalhe muito legal da atração é que ela já tem fila de single riders para quem não liga de ir separado do grupo e quer entrar na atração mais rápido. Pode ser um bom jeito de tirar suas próprias conclusões sem comprometer tanto tempo assim. Já existe um espaço para fila de Fastpass+, mas por enquanto ele ainda não é oferecido – nem tem nenhuma previsão para início de oferta de Fastpass+.

Além da Millenium Falcom, há alguns outros lugares na Star Wars: Galaxy’s Edge que a gente considera como atrações, apesar de ter que pagar à parte. 

Savi’s Workshop

Talvez o mais impressionante (e com certeza o mais caro) é o Savi’s Workshop, experiência em que a gente pode criar E COMPRAR, um sabre de luz personalizado. Já vou começar dizendo: não dá para só criar o sabre e não comprar, então se você quiser viver esta experiência, já vá preparando o bolso. É possível ter um convidado com você durante a construção do sabre, ou seja, na prática dá pra duas pessoas dividirem o preço da experiência (e depois se resolverem como vão fazer para dividir o sabre de luz). 

Sendo bem sincero, acho que não vale o preço, que hoje é de US$199 + taxas (total de quase 220 dólares). Acho muito caro para um item, que convenhamos, não vamos usar né? Mas a experiência é demais. Você entra em uma sala junto com algumas pessoas, e é recebido por um ou uma mestre jedi, que vai contar um pouco da história dos sabres de luz e te guiar pela criação do seu próprio. 

Você vai escolher o cristal que vai ser o coração do seu sabre e que vai também definir a cor da luz dele. Por fim, tem a ativação do sabre, que é quando ele “recebe a luz” e sério, é MUITO legal essa parte. De arrepiar! De novo, vale o preço? Acho que não, mas é uma experiência memorável. Fora que é difícil levar pro Brasil: eles vão te entregar uma bolsa/case acolchoado para você guardar o sabre, mas ele é meio “molenga” e não acho que protege muito bem na bagagem despachada.

Droid Depot

Outra experiência que existe ali na área de Star Wars e é bem mais barata, é a do Droid Depot, em que ao invés de você criar um sabre de luz, você cria o seu próprio droid. Custa US$99 + taxas e eu não posso falar muito dela ainda porque vamos fazer só na semana que vem, mas acho difícil ser tão legal quando ver o sabre de luz acendendo, né? Ainda assim, bem legal e uma boa lembrança. Quando a gente tiver participado, contamos mais aqui. 

O melhor da Star Wars Land

Agora, sabe o que eu achei mais legal em Galaxy’s Edge? Não foi a Millenium Falcom, não foi a comida, não foi o sabre de luz. Foi a história, a ambientação. Quem faz a land de Star Wars tão legal são os funcionários do parque, que de verdade, parecem todos atores. É incrível ver os funcionários fugindo dos stormtroopers que patrulham Batuu, ou encontrar com o Chewbacca, com a Rey ou com o Kylo Ren andando do seu lado. 

Aquilo tudo te transporta completamente para outra realidade e isso é realmente, uma das experiências mais imersivas que a Disney criou – isso porque nem está 100% pronta ainda, né? Eu não vejo a hora de ir na Rise of the Resistance ou no hotel que a Disney ainda vai lançar.

Enquanto a gente espera, se você for na Star Wars: Galaxy’s Edge, conta pra gente o que você achou. Aqui do nosso lado a gente vai continuar analisando, monitorando e vivendo todas as experiências ali para trazer as nossas dicas por aqui.

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